31 agosto 2008

O que marca o novo new wave? São os Envelopes, não as cartas!

Audrey Pic no vocal e guitarra, Henrick Orrling na guitarra e vocal, Martin Karlsson no baixo, Filip Ekander na bateria e Frederick Berglind-Dehlin na guitarra. Um deles é sueco, os outros são franceses e a vocalista tem uma voz fofa de dar inveja a Fernanda Takai (espero não ser fuzilado por isso).

Quatro franceses e um sueco, onde tocar?

Inglaterra, claro!

Eles são europeus, podem fazer isso, mas bem, continuamos na duvida do "por que não francês?", mas é uma mistura que, acredito eu, deu certo.

Influências do Talking Heads, The B-52s, Pixies e Os Mutantes são óbvias em suas letras e estruturas. Revelando um pouco do meu gosto, acho as influências perfeitas, por isso venho aqui lhes falar sobre o quinteto dinâmico.

Eles tem dois álbuns, o primeiro de 2005, Demon (não uma apologia ao capeta, mas a palavra "demo", em sueco), um pop encantador contruido das demos já lançadas pela banda. O segundo do início desse ano de 2008, Here Comes The Wind muito agradável aos ouvidos, ou simplesmente fantástico. Devo lhes falar que a doçura do primeiro é enjoativa, ainda mais com os seus elementos sonoros, mas o segundo é uma super superação dos próprios limites, mas de fato, poucas músicas foram novidades, já que os singles já haviam sido lançados antes.

Agora, vocês podem ir no youtube e ver todo seu amadorismo nos clipes produzidos e talvez rir das tosquices que podem ser vistas.

Voltando a falar dos álbuns, temos boas para citar, mas nada inovador ou que dê gosto e força para afirmar "essa é minha banda preferida!", mas temos seus pequenos hits, Sister in Love, It Is The Law, My Fren e outras aí. O segundo álbum, eu achei foda! Começando com Party onde o Henrick canta "Once upon a time I was falling in love, now I'm only falling apart, totally fucked from the start", a deliciosa música Freejazz, onde a Audrey fala algo intraduzível, mas divertido, o que torna a música sensacional.

Tem quem não goste, pra quem gosta está aí.

Envelopes - Demon [compre]
Lançado: 2005

Origem: Suécia e França
Idioma: inglês
Estilo: new wave / indie rock / pop punk





Envelopes - Here Comes The Wind [compre]
Lançado: 2008






Pra quem gosta de: Os Mutantes / Pixies / Los Campesinos!

30 agosto 2008


MADA deste ano foi bom. Eu esperava mais de uma edição de 10 anos de festival. Infelizmente, a chuva e o frio da via costeira atrapalharam minha boa vontade de assistir alguns shows. De qualquer forma, isso não é culpa da produção, que, inclusive, mudou a data do festival para agosto para tentar se livrar delas. São Pedro é quem realmente não gosta de Jomardo Jomas. Eu me queixo é contra a escolha das bandas e, principalmente, sobre o fato de depois de uma década esse povo não ter aprendido ainda a fazer um “achados e perdidos” decente. Rodamos meio mundo, falamos com “n” seguranças e com quatro pessoas da produção para termos alguma resposta sobre quem ficava encarregado de cuidar dos objetos perdidos. Felizmente, às 4 da manhã, três horas depois do incidente, um amigo angustiado pôde respirar aliviado. De qualquer forma, sobre as bandas, eu já estava ciente de que metade delas me desagradariam. Quando não eram pobres em qualidade, eram em significância. Tudo muito lugar comum.

A quinta-feira foi o dia das potiguares Barbiekill e Brand New Hate e dos pernambucanos do Sweet Fanny Adams. Única banda de electro-rock de Natal, o Barbiekill lotou a tenda eletrônica e colocou todo mundo pra dançar e até cantar junto, empolgados pela performance energética e descontraída da banda. No palco principal, o Brand New Hate repetiu esse feito. Claro, com estilos diferentes. São bandas muito novas e com membros jovens, mas eles mandaram muito melhor que outros com anos de estrada. Se os potiguares só sabem reclamar de tudo o que é do estado, essas duas bandas mostraram que santo de casa pode fazer milagre sim. Já o Sweet Fanny Adams fez um bom show, mas me conquistou mais pelo revivalismo pós-punk à la Gang of Four. Já gostava das músicas, gostei do show.

Não posso deixar de mencionar a apresentação mais insólita do MADA e daquela quinta-feira. Não gosto do Motosierra, mas não posso dizer que eles fizeram um show ruim. Ainda que eu ache tudo meio poser, eu tenho de admitir que o vocalista, Marcos Fernandez, é performático. Até demais. Ele achou pouco ter simulado sexo com uma moça no palco, então resolveu enfiar o microfone na bunda e balançá-la para a platéia. Foi demais para o “decoroso” público potiguar, que estava lá mesmo para ver performance do inssoso O Rappa. Começaram a estirar o dedo médio e insultar o homem.

A sexta-feira foi o melhor dia do festival, embora o melhor show só viesse no dia seguinte. Chegamos lá bem na hora da banda Lunares. O trio satisfez todas as minhas expectativas de um bom show, mas me surpreendi com a qualidade sonora do grupo ao vivo. O excesso de samples é que me incomodou um pouco. Algumas vezes viravam a base da música e acabavam gerando em mim um certo desconforto pelos músicos virarem expectadores da própria música. De qualquer forma, nada me causou mais vergonha alheia que aquela valsinha do vocalista Rodrigo Lacerda com sua guitarra enquanto os samples soavam. [Silva: Eu achei a valsinha fofinha, tem gente que faz coisa pior em shows. Achei o som agradável, mas gostei muito mais da “prévia” deles no show que teve lá no teatro Sandoval Wanderley. Destaque para o público mínimo e as groupies enlouquecidas e seu estilo “ilare ilariê” na frente do palco].

Ficamos à toa até chegar a hora do show de Madame Mim na tenda eletrônica. O show faz jus à fama. A platéia - e eu - estava enlouquecida, extasiada. Como esperado, ela não parava quieta. Houve quem pedisse para ser espancado por ela no meio do show. Mas eram os seguranças ridículos que nos machucavam. Ela foi uma simpatia, chegou a descer do palco e dançar conosco durante um bom tempo. [Silva: Dou 10,0 para o show dela. O DJ era lindo também (hahaha, eu precisava comentar isso). Muito contagiante o show dela. Havia gente gritando desesperadamente, outros alegres, dançando, isso que é vida. 10,0 para a simpatia dela em descer do palco para dançar com o público. Ela talvez tenha sido a revelação desse MADA, digo, revelação para mim].

Depois de um tempo para descansar e jogar Wii na tenda de jogos, voltamos para o palco principal. Hora do Curumin. Infelizmente, o show foi prejudicado por problemas no som. Demorou para começar e, quando começou, começou se arrastando. Por mais que ele tentasse animar o público, as pessoas o receberam com sua habitual apatia. Foi melhorando, mas não passou de um show mais ou menos. Eu esperava mais, apesar de gostar da música dele. [Silva: Foi muito bom. Infelizmente o público de Natal não é para um show desse estilo, se tivessem 20 pessoas curtindo mesmo o show era muito].

Depois dele, os Autoramas subiram ao palco. O que faltou de público e de animação no show do Curumin, aqui sobraram. A multidão de adolescentes que surgiu do nada foi ao delírio. Era difícil não se empolgar com o rock dançante e a performance deles. [Silva: Não gostei. Achei uma bandinha muito “infantil” e não me apresentaram nada que eu já não tenha visto em Natal ali pela Ribeira. Mas sempre tem gente que gosta, não é verdade? E sinceramente, praticamente o MADA inteirinho. Não foi muito difícil ver gente se esmagando em frente ao palco e cantando suas músicas não]. Eu cantei várias.

Mas o melhor show da noite foi mesmo o do Pato Fu. Há anos desejava ir a um show deles e não conseguia. Para minha alegria, superou qualquer expectativa que eu tivesse. Fernanda Takai tem um domínio de palco surreal, mesmo com aquele jeitinho sereno dela. Para alegria geral, eles tocaram todos os hits e desenterraram algumas músicas do primeiro álbum. Um dos momentos mais legais foi o jogo de luz vermelha, os chifrinhos e a alteração de voz na hora de Capetão 66.6 FM. [Silva: Muito bom. O show é divertidíssimo, tocaram as músicas certas nas horas certas. A Takai é linda e muito fofa. A banda foi simplesmente muito boa. Valeu a pena assistir um show deles.]

Na hora do Lobão eu estava aos cacos e vi que era hora de ir para casa. Mas ainda deu para rir da abertura com a música do Chapeuzinho Vermelho. Momento vergonha alheia II. [Silva: No início com aquela coisa toda da Chapeuzinho Vermelho pensei que estavam tirando onda com a cara do bicho, mas foi muito legal a entrada. Infelizmente estava com fome, cansada e com os pés doendo, mas pelo pouco que pude assistir de longe, vi que Lobão é muito bom naquilo que faz, espero que tenha outra oportunidade de assistir ao seu show].

No dia seguinte, o último de MADA, cheguei atrasada e perdi as duas primeiras bandas. A terceira [Macanjo] me deu calafrios e quando a quarta [Falcatrua] subiu ao palco, eu notei que havia enjoado de todas as músicas e não suportava mais a banda. Mas aí aquela menina, que parecia realmente uma criança num palco enorme, começou a tocar seu banjo e a cantar com sua voz doce e deixou boa parte da platéia de boca aberta. Sim, o show da Mallu Magalhães foi um dos melhores da noite. Ela parecia nervosa, mas não é à toa. É preciso muita coragem para enfrentar aquela multidão. Pode não ter sido o show mais esperado do público ali presente, mas havia sim uma grande expectativa. Felizmente, eu pude sorrir como uma idiota durante o show inteiro, cantar quase todas as músicas, e quase enfartar quando ela tocou I’ve Just Seen A Face dos Beatles. Agora quem tinha dúvidas comprovou: a menina é realmente talentosa.

Finalmente o show mais esperado da noite e o melhor da festa de 10 anos do MADACordel do Fogo Encantado transformou a arena do Imirá Plaza num terreiro e fez chover. Literalmente. Se a maioria do público já estava arrebatado antes mesmo da primeira música, quando o batuque começou, o santo baixou de vez. Foi uma das apresentações mais viscerais da história do MADA. De arrepiar. Só vendo o show deles mesmo para saber.

Depois veio o show do Josh Rouse e o público sumiu. Fiquei lá no temporal, mas não tenho idéia se eu gostei da apresentação ou não. Meu cérebro parou com o frio e, na hora do Seu Jorge, eu decidi procurar o caminho da minha cama antes que eu acabasse com hipotermia. Maldita chuva.

29 agosto 2008


Por mais que tentem esconder tesouros valiosos, eles sempre são descobertos. Ofuscados pelos sucessos da casa inglesa ou pelos escoceses do Franz Ferdinand, ficou fácil esquecer que na última década o Placebo foi se tornando aos poucos uma das maiores e melhores bandas de rock do mundo. Em 2003, quando todas as atenções estavam voltadas para os Libertines, o quarto álbum do PlaceboSleeping with Ghosts, viu a banda chegar à marca de 1,5 milhões de cópias. A força imprimida nos acordes é visceral, em especial no baixo. Eles falam direto à alma.

"O tamanho do sucesso tem sido gradual desde o primeiro álbum", diz Stefan [baixo, teclado, guitarra, backvocal]. O que realmente é notável na ascensão do Placebo, no entanto, é que ele sempre andou lado a lado com uma rara fome de criatividade musical, descoberta pessoal e talento para contar histórias. Ao passo que eles trocaram o estilo andrógino, de sua origem em 1994, por mais puras dissecções diretas e maduras da essência humana.

O som cai bem em um fim de tarde frio e chuvoso, acompanhado de um bom vinho e uns petiscos. É uma música intensa, viva, carnívora, envolvente, charmosa, aconchegante. São angústias, medos, flores e poesia recheadas de metáforas autobiográficas do Brian [vocal, guitarra, teclado].

A banda ainda lamenta a saída do Steve Hewitt que segundo ele: "Por diferenças pessoais e musicais decidiu sair do grupo". A vaga de baterista logo, logo há de ser preenchida.


Placebo - Meds
Lançado: Março, 2006
Origem: Londres, Inglaterra
Idioma: Inglês
Estilo: Rock alternativo, Britpop

Pra quem gosta de: Echo & The Bunnymen, The Cure, Franz Ferdinand, Radiohead.


01. Meds 02. Infra-Red 03. Drag 04. Space Monkey 05. Follows The Cop Black Home 06. Post Blue 07. Because I Want You 08. Blind 09. Pierrot The Clown 10. Broken Promisse 11. One Of a Kind 12. In The Cold Light Of The Morning 13. Song To Say Goodbye


Meu interesse intempestivo sobre vocais femininos nesta última semana me levou a exumar Sons & Daughters das profundezas do meu HD. Ouvi o último disco desses escoceses apenas uma vez há oito meses. Talvez esta seja a banda que eu mais negligenciei e subestimei nos últimos anos. É uma pena que eu tenha levado tanto tempo para dar a devida atenção a ela.

This Gift é o segundo long play do grupo composto por Adele Bethel [vocais, guitarra e teclado], Ailidh Lennon [baixo e mandolim], David Gow [bateria e percussão] e Scott Paterson [guitarra e vocais]. Foi produzido pelo guitarrista Bernard Butler [ex-Suede]. Ele é o grande responsável pela mudança sonora da banda. O countrycore / folk n’ roll cheio de personalidade do debut The Repulsion Box foi substituído por um rock de ainda alta qualidade, mas bem mais assimilável para as “massas”. A estética de músicas como Red Receiver, Dance Me In e Gone serviram de base para o desenvolvimento da nova fórmula, agora permeada por uma bateria energética e arranjos de guitarra e baixo pra lá de inspirados e pegajosos [claro, no melhor dos sentidos]. Eles compõem a atmosfera dançante, urgente e dramática deste novo disco. Adele Bethel não deve nada a qualquer cantora de soul surgida nos últimos anos. [Eu a considero melhor que algumas]. Seu jeito peculiar de cantar e o excelente backing vocal de Scott Paterson dão às melodias deliciosamente pop de This Gift todo um glamour e elegância. Infelizmente, fórmulas tolhem espontaneidade e talvez essa semelhança entre as músicas seja o problema do álbum. No entanto, não é nada que tire o brilho de músicas como The Nest, Chains, This Gift e Iodine, só para citar as que eu mais gosto no momento. De qualquer forma, torço para que no próximo álbum o quarteto volte às origens e tente fazer um meio-termo entre o vigor de This Gift e a criatividade, espontaneidade e diversidade dos seus primeiros materiais.




Lançado: Janeiro, 2008
Origem: Glasgow, Escócia 
Idioma: Inglês
Estilo: Rock alternativo / Post-punk revival


Para quem gosta de: The Long Blondes / Blood Red Shoes / The Duke Spirit


01. Gilt Complex 02. Split Lips 03. The Nest 04. Rebel With The Ghost 05. Chains 06. This Gift 07. Darling 08. Flags 09. Iodine 10. The Bell 11. House In My Head 12. Goodbye Service

Site oficialMySpaceLast.fmLetras

14 agosto 2008


Não conseguiremos comentar sobre todas as bandas do palco principal. É uma pena. Felizmente, faltaram apenas quatro delas. Okay, são seis. É que não conseguimos material de duas delas - curiosamente, ambas daqui de Natal. De qualquer forma, tudo aquilo que conseguimos está disponibilizado neste post. É só descer a página e terá toda programação, com direito a link para download do último álbum daquele que selecionar.

Queremos aproveitar e agradecer as bandas The Volta, SubAquático, Sem Horas, Poliéster, NV e Lunares por toda paciência, gentileza e atenção; aos jornalistas Hugo Morais e Marcelo Santiago pelo interesse e difusão do blog; e, claro, aos nossos amigos de longa data ou recém adquiridos em virtude do ENM que nos ajudaram com um, dois, três textos: Daniel Medeiros, Leon K. Nunes, Isabelle Ferret, Sandra Martins e Fabio Rodrigo.

Muito obrigada, pessoal.





Programação Completa do Festival MADA 2008



Palco Principal



[14/08] Quinta-feira

21h30 - Poetas Elétricos (RN) [rock psicodélico / art rock / avant-garde]
22h00 - Amps e Lina (PE) [synth rock / experimental]
22h30 - NV (RJ) [rock]
23h00 - Sweet Fanny Adams (PE) [new wave/post-punk revival]
23h30 - Rastafeeling (RN) [reggae]
00h00 - Brand New Hate (RN) [garage rock / hard rock / rock ‘n’ roll]
00h30 - Motosierra (URU) [hardcore / punk rock / rock ‘n’ roll]
01h30 - O Rappa (RJ) [rock] [sim, o novo - 7x]


[15/8] Sexta-feira

20h50 – The Volta (RN) [rock]
21h20 – Lunares (RN) [rock alternativo]
21h50 – SubAquático (BA) [manguebeat / hip hop / graffit]
22h20 – Poliéster (RS) [power pop]
22h50 – Síntese Modular (RN) [sem material]
23h20 – Curumin (SP) [afro-beat / samba / hip hop / funk carioca]
23h50 – Autoramas (RJ) [surf rock / power pop / rock]
00h30 – Pato Fu (MG) [rock alternativo]
01h30 – Lobão (RJ) [rock]


[16/08] Sábado

21h10 – Rosa de Pedra (RN) [sem material]
21h40 – Sem Horas (PB) [rock clássico / rockabilly]
22h10 – Macanjo (RJ) [rock / pop / surf rock]
22h40 – Falcatrua (MG) [rock]
23h20 – Mallu Magalhães (SP) [folk rock]
00h00 – Cordel do Fogo Encantado (PE) [manguebeat]
01h00 – Josh Rouse (EUA) [folk pop]
02h00 – Seu Jorge (RJ) [samba]
03h20 – Montage (CE) [electroclash]




EletroMADA



[14/08] Quinta-feira

21h00 – Zé Caxangá (RN) [indie rock]
22h30 – Barbiekill (RN) [electro-rock]
00h00 – Leon Jr. (PE) [dance house]
01h30 – K. Posaski (RN) [electro-house]
03h00 – Leandro Pankk (SP) [disco-punk / electro-rock]
04h30 – DJ F.C. (RN) [uplifting trance]
06h00 – Encerramento


[15/8] Sexta-feira

21h00 – Coletivo Lo Que Sea (RN)
22h30 – Madame Mim (SP) [electro-pop]
00h00 – Mucio NT (RN) [house]
01h30 – Airton (RN) [electro]
03h00 – Kally (PR) [progressive house]
04h30 – Koti Live (SP) [progressive]
06h00 – Pateta (PE) [psy trance]
07h00 – Encerramento


[16/08] Sábado

21h00 – Magão (RN) [indie rock]
22h30 – Luna (RN) [psy trance]
00h00 – Fire Fox Live (RN) [psy trance]
01h00 – Black Mamba Live (PB) [psy trance]
02h00 – Vishnu (GO) [psy trance]
03h30 – Rica Amaral (SP) [psy trance]
05h30 – Thomas (RN) [psy trance]
07h00 – Encerramento
Criada em 2006, a banda de Rodrigo Lacerda [voz, teclados e guitarras], Bruno Lima [contrabaixo e vocais] e Daniel Costa [bateria], de Minerva passou a se chamar Lunares. Nome mais que apropriado. A lua - símbolo tarológico do medo, da ilusão, da imaginação e da confusão - tem tudo a ver com a música produzida por esses três rapazes.

O primeiro EP, Dance! Dance! Dance!, foi lançado há poucos dias. De dançante não há nada. Isso deve ser encarado mais como metáfora – e as músicas são cheias delas. A voz afinada e dramática de Rodrigo canta, em ótimas melodias, temas provavelmente inspirados nos discos do Arcade Fire, como o isolamento e receios urbanos, conflitos pessoais e existenciais. O disco é essencialmente reflexivo, denso e cheio de subjetividade. Tudo isso em linguagem simples e acessível – o que também os livra de serem acusados de qualquer pseudo-intelectualismo.

Fica evidente na sonoridade banda a influência de U2 e Coldplay, embora seja possível perceber um quê de British Sea Power na canção Enquanto Vivos. A parede sonora é cheia de texturas e barulhinhos, coisa que me agrada muito. É essa densidade sonora que me deixa ainda mais curiosa em ver o show do Lunares – lembre-se que se trata de um trio. Até agora, vi apenas uma curta e excelente apresentação acústica. Seja como for, em estúdio, esta é de longe uma das melhores bandas do estado.

Será que finalmente teremos uma banda potiguar revelada no MADA?


Lunares – Dance! Dance! Dance! EP
Lançado: 2008
Origem: Natal, Rio Grande do Norte, Brasil
Estilo: rock alternativo
Para quem gosta de: U2 / Legião Urbana/ Coldplay / British Sea Power / The Cure / The Arcade Fire
01. Ofendículos 02. Dance 03. O Feto 04. Enquanto Vivos 05. Dance (versão rádio) 06. Velocidade da Vida

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13 agosto 2008

Esqueça o Phil Anselmo, Fred Durst e companhia ou qualquer outra banda de carecas que faz som pesado. Os cariocas do NV só seguem a regra no quesito cabeças lisinhas. Apesar de parecer uma banda de rock pesado, o som dos rapazes tem suas guitarras, baterias, mas não é aquela coisa forte ou urrada. A música deles mistura som de berimbau, as canções são bem cantadas e as letras falam de amor, coisas do dia a dia e peculiaridades do Rio de Janeiro, como os Arcos da Lapa. Formada em 2003 e no começo tocando covers, o grupo foi pouco a pouco foi construindo o seu repertório autoral que teve influências do Red Hot Chili Peppers até Incubus. E foi vencendo a seletiva do Teatro Odisséia que o NV que os carecas sangue bom vão vir a Natal e mostrar a cara do seu som. O pessoal vai tocar na quinta do festival e se você quiser saber mais um pouco sobre a banda, eles também têm MySpace (www.myspace.com/nvdivulgacao). É só dar navegada e conferir uma prévia do que vai rolar por aqui.




NV – NV
Lançado: 2006
Origem: Rio de Janeiro, Brasil
Idioma: português
Estilo: rock









01. Marcas 02. No Meio Da História 03. Mais Do Que O Som 04. O Quadro 05. Lapa 06. Correria 07. Me Enganou 08. Melhor Caminho 09. Grades 10. Atitude

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Hip-Hop, samba, funk, instrumental, afro-beat ou j-hiphop?

A variedade de estilos é imensa e gritante, um álbum nada conservador, me deu gosto e vontade de experimentar o primeiro álbum. Esse é Curumin, multinstrumentalista e compositor paulista, ou seja, completo no ramo musical.

Eu não sou fã de hip-hop ou samba, mas até gosto de funk carioca, esse álbum de um ecleticismo familiar e estranho, critico da sociedade, com um sabor suave em todas as suas letras, me fez até pensar duas vezes a respeito do hip-hop, mais puro, sem falar de policiais e mulheres do qual aqueles negões gostam de comer de cabeça pra baixo. É incrível como o samba e o hip-hop se mesclam ao passar do álbum e impressionante a adição do funk carioca na música Caixa-Preta que conta com as participações de BNegão e Lucas Santana, que quebra todo clima mais suave e voa para um pancadão sofisticado.

O álbum contém além das participações especiais de BNegão e Lucas Santana, Marku Ribas em Dançando no Escuro, Blackalicious e Lateef the Truth Speaker em Kyoto, Cristopher Lover em Mal Estar Card, e Tommy King of Corn Guerrero na música Sambito.

O álbum intitulado Japan Pop Show, como está na cara, não enfoca o Japão, pais adorado do movimento otaku e admirado por EMOs (praticamente foi o país que deu origem ao estilo). Com músicas bilingues, em inglês, português, japonês e o português popular mal dizido, o Curumin critica a sociedade, super potências, o Brasil corrupto, mostra um pouco de suas paixões e espera mudanças num mundo que está acabando.


Multinacional, excepcional, diverso e genial, experimentação obrigatória, ótima pedida desse MADA 2008.


Curumin - Japan Pop Show
Lançado: 2008
Origem: São Paulo, Brasil
Idioma: português / inglês / japonês
Estilo: afro-beat / samba / hip-hop / funk carioca

Para quem gosta de: Jorge Benjor / Hip Hop inteligente / variedade

 


01. Salto no Vácuo com Joelhada 02. Dançando no Escuro 03. Compacto 04. Magrela Fever 05. Kyoto 06. JapanPopShow 07. Misterio Stereo 08. Saída Bangú 09. Mal Estar Card 10. Caixa Preta 11. Sambito
12. Esperança 13. Fumanchú
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Admito: não dava a devida atenção aos Autoramas até pouco tempo atrás, quando conheci seu mais recente disco, o Teletransporte (lançado no ano passado). O som deles é daquele tipo que nos pega desprevenido pela originalidade e nos faz pensar "eu deveria estar curtindo isso há mais tempo!". Afinal, a banda teve sua primeira formação em 1997 e desde aquela época vem colecionando fãs e prêmios em turnês que já passaram pela América Latina, Europa, até chegar no Japão. Esse trio carioca formado por Gabriel Thomáz (vocal & guitarra), Bacalhau (bateria e homem-eletrônico) e Selma Vieira (baixo & vocal), mistura elementos da surf music, new wave, jovem guarda e punk rock de forma única gerando um som que de forma simplista se entende como "rock pra dançar". Realmente não dá pra ficar parado, e tocar ao vivo é o que eles fazem de melhor. Conhecidos por suas performances empolgantes, será um dos melhores shows não só desta sexta, como de todo o Festival MADA. O repertório deverá percorrer os seus quatro discos, porém é o último que terá maior foco - trabalho este que foi considerado o melhor de todos pela ex-baixista da banda, Simone. O álbum Teletransporte se diferencia dos demais pelos arranjos mais elaborados e a utilização de recursos de estúdio; as letras tratam basicamente da vida do homem moderno, suas preocupações e crises, porém de forma sarcástica e bem-humorada, com melodias de levantar o astral e instrumentais viajantes. Nesta fase da produção musical pela qual passamos, dá gosto de ouvir rock nacional de qualidade; e, enquanto curtimos os Autoramas, a gente percebe que quem mais se diverte são eles!


Autoramas - Teletransporte




Lançado: 2007
Origem: Rio de Janeiro, Brasil
Idioma: português
Estilo
: rock / surf rock / power pop








01. Mundo Moderno 02. Fazer Acontecer 03. A 300 km/h 04. Marketeiro 05. Hotel Cervantes 06. Ja Cansei De Te Ouvir Falar 07. Identificação 08. Surtei 09. Eu Mereço 10. Muito Mais 11. Digoró 12. Panair Do Brasil 13. O Inesperado 14. Guitarrada

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O Poliéster merece um segundo post. Além de termos um material novo para dividir com vocês, é justo esclarecer alguns pontos sobre a banda e atualizar seus dados aqui.

Até chegar a este grupo – com Porsche [voz e guitarra], Fernando F. [guitarra e vocais], Dudu Iconoclasta [bateria] e Danilo Schneider [baixo e vocais] – o Poliéster passou por um momento traumático. Componentes que deixaram a banda e controlavam as páginas do Poliéster na web tornaram-se incomunicáveis e acabaram impedindo o acesso dos outros integrantes a essas páginas e deletando boa parte de seus conteúdos. O que restou são informações escassas e desatualizadas. Eles tiveram de refazer tudo. Lamentável, não? Seja como for, eu fico feliz que minha crítica anterior sobre essa questão não tenha mais razão de ser.

Só tive tempo de ouvir uma vez este debut, infelizmente. A banda continua mostrando influências diversas, mas ainda baseados no power pop. Dentre as faixas que me chamaram mais atenção, eu posso citar Pete - uma homenagem ao guitarrista do The Who, Pete Townshed -, a reflexiva HQ, Mertiolate, Quando Menti e Sintonia.

A quem interessar, eis aqui o link de download:



Origem: Novo Hamburgo, Rio Grande do Sul
Idioma: português / inglês
Estilo: rock, power pop, new wave/post-punk revival



Para quem gosta de: Bidê ou Balde / New Pornographers / The Killers

01. Poliester 02. HQ 03. Gostamos de Conversar 04. São 7 Horas 05. Pete 06. O Novo 07. Mertiolate 08. Supermercado 09. Quando Menti 10. Sintonia 11. Radiante
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xxx
Update: Edição do dia 24 de agosto de 2008.

Informamos que as mp3 aqui disponibilizadas são fruto da formação antiga da banda. É nosso dever ainda acrescentar que esse ponto sobre o problema entre membros antigos e novos do Poliéster é controverso. Há quem diga que não ocorreu nada disso. Nós, que não temos provas de nada, apenas repassamos e retificamos informações. No mais, não é questão para julgarmos.


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12 agosto 2008


O SubAquático não é inovador, faz coisas que Jorge Benjor, ou Nação Zumbi já fizeram antes. É uma banda ótima, uma das melhores pedidas dessa edição do MADA, na minha opinião.

A banda baiana se descreve bem ao se relacionar com o grafite, seu som sim, é verdadeiramente das ruas, ruas baianas, melhor ainda, nada de Charlie Brown Jr. ou outras decadências do cenário nacional. Banda jovem que tem como integrantes, com todos os três como vocais, Junix na guitarra, Kieta no baixo e Manuba na bateria (ham?) se esses nomes não lembram grafites das ruas, não sei o que pode lembrar a vocês. A banda ainda jovem, como grande parte das que eu falo por aqui no ENM, já concorreu a vários prêmios inclusive o London Burning.


O fato é: essa banda é boa, vale a pena ouvir, é "diferente" do mainstream com letras brutas, mas sinceras e verdadeiras, bem compostas e bem dispostas nas melodias, originais e semi-poeticos. O ápice do EP vai do início ao fim e aguardem que por aí vem um novo EP.


SubAquático - SubAquático EP

Lançado: 2006
Origem: Salvador, Bahia, Brasil

Estilo: maguebeat / hip-hop / graffiti


Para quem gosta de: Graffit / Nação Zumbi











01. Enigimático 02. Atento ao Tempo 03. Tekilamex 04. Capas de Celular 05. Big Rider


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Especial MADA 2008

11 agosto 2008

Por Sandra Martins

Saindo da praia roqueira agitada, entramos no som mais calmo do Josh Rouse. Seguindo a onda do momento (folk+pop, ou puramente o folk), o festival trouxe o americano nascido em Nebraska para dar o ar do seu som em terras potiguares na sexta feira do MADA. Violões, gaitas e uma bateria leve são a marca da música de Josh, que começou a fazer canções em 1998, já lançou por volta 14 Cd’s e ano passado abriu os shows do John Mayer. Com uma música gostosa de ouvir e fazer a dancinha do “pra lá e pra cá”, o americano consegue ser suave sem ser apático (falo isso porque alguns folkers fazem uma música tão parada que dá vontade de dormir) e ao invés de ter vontade de pular na cama para um belo cochilo, você se anima a continuar degustando esse som tão bacana e até arriscar uns passos de dança. Com certeza ele vai dar um gosto diferente à sexta do MADA e arrebatar mais alguns fãs e fazer uma bela noite de show. Ele também tem myspace (http://www.myspace.com/joshrouse) e vale dar uma conferida lá para ouvir um pouco de sua música. Outra boa pedida que vale a conferida no segundo dia de festival. Let’s go man!




01 - Suburban Sweetheart 02 - Dressed Up Like Nebraska 03 – Invisible 04 - Late Night Conversation 05 – Flair 06 - The White Trash Period Of My Life 07 - A Simple Thing 08 - A Woman Lost In Serious Problems 09 – Levina 10 – Reminiscent 

Lançado: 1998

Origem: Paxton, Nebraska, Estados Unidos
Estilo: folk pop



01 - Somehow You Could Always Tell 02 - That's What I Know 03 - Table Dance 04 – 65 05 - I Couldn't Wait 

Lançado: 1999



01 – Laughter 02 - Marvin Gaye 03 – Directions 04 - Parts And Accessories 05 - 100M Backstroke 06 - Hey Porcupine 07 - In Between 08 - And Around 09 - Afraid To Fail 10 - Little Know It All


Lançado: 2000


01 – Twilight 02 - Nothing Ever Gives Me Pleasure 03 – Miracle 04 - Christmas With Jesus 05 - Under Cold Blue Stars 06 - Ugly Stories 07 - Feeling No Pain 08 - Ears To The Ground 09 - Summer Kitchen Ballad 10 - Women And Men 11 - The Whole Night Through

Lançado: 2002


01 – 1972 02 - Love Vibration 03 – Sunshine 04 – James 05 – Slaveship 06 - Come Back 07 - Under Your Charms 08 - Flight Attendant 09 - Sparrows Over Birmingham 10 – Rise

Lançado: 2003


01 - It's The Nightime 02 - Winter In The Hamptons 03 – Streetlights 04 – Carolina 05 - Middle School Frown 06 - My Love Has Gone 07 – Saturday 08 - Sad Eyes 09 - Why Won't You Tell Me What 10 – Life

Lançado: 2005

01 - Quiet Town 02 – Summertime 03 - It Looks Like Love 04 - La Costa Blanca 05 - Jersey Clowns 06 - His Majesty Rides 07 - Givin It Up 08 – Wonderful 09 - The Man Who... 10 - El Otro Lado

Lançado: 2006



01 – Sweetie 02 - Italian Dry Ice 03 - Hollywood Bassplayer 04 - God, Please Let Me Go Back 05 - Nice To Fit In 06 – Pilgrim 07 - Domesticated Lovers 08 - London Bridges 09 – Snowy

Lançado: 2007


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Por Sandra Martins


Punk rock + hardcore + guitarras gritantes + vocal urrado. Assim podemos definir o som dos uruguaios do Motosierra. Criada em 1999 e composta por Marcos Fernández no vocal, Álvaro Crespo na bateria, Luis Machado na guitarra e Leonardo Bianco no baixo, nossos vizinhos chicanos vão mostrar todo o poder do bom e velho rock and roll na quinta feira do Festival Tim Mada 2008. Com influências de Stooges, Motörhead e Turbonegro, a “motoserra” uruguaia faz um som rasgante e de grudar no ouvido. Com letras cantadas em inglês e espanhol e falam desde sexo, drogas e rock and roll até sangue e vingança. O vocal gritado, a bateria rápida e os riffs de guitarra fazem a festa de qualquer headbanger ou adeptos das rodas de poga. A música realmente é muito boa e eles conseguem fazer um som com personalidade, fugindo daquele estereótipo latino de fazer música. Ao ouvir Motosierra pela primeira vez, a imagem que tive foi de estar numa bela roda de poga e ver uma banda enlouquecida fazendo uma apresentação visceral no palco. Se a força do rock deles soar também na apresentação, estamos diante de uma banda que vai abrir com o MADA com todas as honrarias roqueiras. Agora é só esperar a quinta do festival e conferir. Se você ficou curioso e quer saber mais sobre a banda, é só ir no myspace (http://www.myspace.com/motosierra) deles e provar um pouco do som dos caras. Arriba, arriba muchacho!! 


01 Violator 02. Rocker 03. Bad Loser 04. Arder & Destrozar 05. F.U.C.K 06. Cocaine Always Back 07. Hijos Del Rigor 08. Still Looking For Action 09. Please Kill Me 10. Burn! 11. Fun Blues 12. No Le Digas A Mama 13. Pay-back Time

Lançado: 2001

Origem: Montevidéu, Uruguai
Idioma: espanhol / inglês
Estilo: punk / hardcore / rock




01 - Love Song (The Damned) 02 - Fuck Off The Murder (GG Allin & The Murder Junkies) 03 - Dead And Alive (Dead Boys) 04 - Lexicon Devil (The Germes) 05 - Liar (Sex Pistols) 06 - Suffragette City (David Bowie) 07 - Destroyer (The Kinks) 08 - Chainsaw (Ramones) 09 - Burn My Eye (Radio Birdman) 10 - What Shit Called Love (The Pagans) 11 - Breaking The Law (Judas Priest) 12 - I Hate Myself (Joan Jett) 13 - Erection (Turbonegro) 14 - Gypsy Motherfucker (GG Allin & The Murder Junkies)

Lançado: 2002




Lançado: 2003


01 - We Sell,You Buy 02 - Set On Fire 03 - (I'm So) Updated 04 - Mujeres Vengan A Mi 05 - Mary-Jane 06 – Nightmare 07 - Whiskey & Cocaine 08 - Nice Boys 09 - Burzako Fürher 10 – Girl 11 - (I Wanna) Fuck Myself


01 - Back In Town 02 - Life In Hell 03 - Somebody To Fuck 04 - Nada Que Hacer 05 - Goodbye Motherfucker 06 - Drug Me 07 – Scorpio 08 - Cut The Crap 09 - Andate A Caga 10 - Dead City 11 - Armageddon Time 12 - You Don't Know 13 - Hijo De Satan 14 – Blacksabanah

Lançado: 2006

Para quem gosta de: The Stooges / Motörhead / Turbonegro


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10 agosto 2008

De volta de onde, não sei, mas eles estão aqui e estão tocando, estarão no MADA e é isso que importa. Não podemos negar, é genial juntar a sonoridade da partícula inglesa "the" muito usada em outras milhões de frases de brincadeira do tipo "Put a keep are you!".

O The Volta, como eles mesmos acusam, sofrem influências de Metallica, Iron Maiden, Red Hot Chili Peppers e, como fica evidente na sonoridade de algumas músicas, rock nacional dos anos 80. A banda é comporta por um vocalista, o Max Siqueira, dois guitarristas, Eduardo Sá e Misael Barreto, um contra-baixist, o Giovanninni Batista, e um baterista, o Diogo Galvão. Eles existem como banda desde o final de 2006, sendo relativamente novos nesse projeto, mas já tendo participado de projetos anteriores. A banda natural da terra do MADA conseguiram o respeito do público norte rio grandese e já ganharam prêmios de festivais e concursos realizados na cidade natal.

Não tem como negar, eles tem letras emos sim, mas duvido muito que sejam emos (haha), quem nunca cantou sobre amor, jogue a primeira pedra. A banda faz um som do estilo pop rock / semi hardcore, como fica evidente em sua variedade de letras e sonoridades. Não vou me calar sobre, o que realmente me incomoda na banda é o vocal unido a essas guitarras noventistas, com solos típicos de bandas que eu gostava na época, talvez seja por isso que hoje em dia não me desce. Sem querer fazer desmerecer a banda, mas já o fazendo, o conjunto me faz lembrar de bandas gospel, ainda mais em sua música de amor Não vá Embora, onde se eles citassem, em qualquer uma das frases, os nomes Deus ou Cristo, tá feito um show de Diante do Trono.

Rebaixamentos a parte, a banda tem um som trabalhado, apesar de ser um estilo já muito manjado, eles parecem ter um futuro brilhante, com algumas melhorias, eles tem capacidade, mas por enquanto não fogem do comum. As letras são boas sim, mas os elementos a mais não me agradam.

Agora apresento com exclusividade o novo EP deles, baixem, confirmem e/ou se deliciem se gostarem.

The Volta - Até Que Enfim EP
Lançado: 2008
Origem: Natal, Rio Grande do Norte, Brasil
Estilo: rock / pop rock




01. Cansei 02. Foi Você Quem Escolheu 03. Não Vá Embora 04. Mundo de Papel

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