31 agosto 2008


O que marca o novo new wave? São os Envelopes, não as cartas!

Audrey Pic no vocal e guitarra, Henrick Orrling na guitarra e vocal, Martin Karlsson no baixo, Filip Ekander na bateria e Frederick Berglind-Dehlin na guitarra. Um deles é sueco, os outros são franceses e a vocalista tem uma voz fofa de dar inveja a Fernanda Takai (espero não ser fuzilado por isso).

Quatro franceses e um sueco, onde tocar?

Inglaterra, claro!

Eles são europeus, podem fazer isso, mas bem, continuamos na duvida do "por que não francês?", mas é uma mistura que, acredito eu, deu certo.

Influências do Talking Heads, The B-52s, Pixies e Os Mutantes são óbvias em suas letras e estruturas. Revelando um pouco do meu gosto, acho as influências perfeitas, por isso venho aqui lhes falar sobre o quinteto dinâmico.

Eles tem dois álbuns, o primeiro de 2005, Demon (não uma apologia ao capeta, mas a palavra "demo", em sueco), um pop encantador construído das demos já lançadas pela banda. O segundo do início desse ano de 2008, Here Comes The Wind muito agradável aos ouvidos, ou simplesmente fantástico. Devo lhes falar que a doçura do primeiro é enjoativa, ainda mais com os seus elementos sonoros, mas o segundo é uma super superação dos próprios limites, mas de fato, poucas músicas foram novidades, já que os singles já haviam sido lançados antes.

Agora, vocês podem ir no youtube e ver todo seu amadorismo nos clipes produzidos e talvez rir das tosquices que podem ser vistas.

Voltando a falar dos álbuns, temos boas para citar, mas nada inovador ou que dê gosto e força para afirmar "essa é minha banda preferida!", mas temos seus pequenos hits, Sister in Love, It Is The Law, My Fren e outras aí. O segundo álbum, eu achei foda! Começando com Party onde o Henrick canta "Once upon a time I was falling in love, now I'm only falling apart, totally fucked from the start", a deliciosa música Freejazz, onde a Audrey fala algo intraduzível, mas divertido, o que torna a música sensacional.

Tem quem não goste, pra quem gosta está aí.


Envelopes - Demon
Lançado: 2005
Origem: Suécia e França
Idioma: inglês
Estilo: new wave / indie rock / pop punk

Envelopes - Here Comes The Wind
Lançado: 2008


Pra quem gosta de: Os Mutantes / Pixies / Los Campesinos!

30 agosto 2008


MADA deste ano foi bom. Eu esperava mais de uma edição de 10 anos de festival. Infelizmente, a chuva e o frio da via costeira atrapalharam minha boa vontade de assistir alguns shows. De qualquer forma, isso não é culpa da produção, que, inclusive, mudou a data do festival para agosto para tentar se livrar delas. São Pedro é quem realmente não gosta de Jomardo Jomas. Eu me queixo é contra a escolha das bandas e, principalmente, sobre o fato de depois de uma década esse povo não ter aprendido ainda a fazer um “achados e perdidos” decente. Rodamos meio mundo, falamos com “n” seguranças e com quatro pessoas da produção para termos alguma resposta sobre quem ficava encarregado de cuidar dos objetos perdidos. Felizmente, às 4 da manhã, três horas depois do incidente, um amigo angustiado pôde respirar aliviado. De qualquer forma, sobre as bandas, eu já estava ciente de que metade delas me desagradariam. Quando não eram pobres em qualidade, eram em significância. Tudo muito lugar comum.

A quinta-feira foi o dia das potiguares Barbiekill e Brand New Hate e dos pernambucanos do Sweet Fanny Adams. Única banda de electro-rock de Natal, o Barbiekill lotou a tenda eletrônica e colocou todo mundo pra dançar e até cantar junto, empolgados pela performance energética e descontraída da banda. No palco principal, o Brand New Hate repetiu esse feito. Claro, com estilos diferentes. São bandas muito novas e com membros jovens, mas eles mandaram muito melhor que outros com anos de estrada. Se os potiguares só sabem reclamar de tudo o que é do estado, essas duas bandas mostraram que santo de casa pode fazer milagre sim. Já o Sweet Fanny Adams fez um bom show, mas me conquistou mais pelo revivalismo pós-punk à la Gang of Four. Já gostava das músicas, gostei do show.

Não posso deixar de mencionar a apresentação mais insólita do MADA e daquela quinta-feira. Não gosto do Motosierra, mas não posso dizer que eles fizeram um show ruim. Ainda que eu ache tudo meio poser, eu tenho de admitir que o vocalista, Marcos Fernandez, é performático. Até demais. Ele achou pouco ter simulado sexo com uma moça no palco, então resolveu enfiar o microfone na bunda e balançá-la para a platéia. Foi demais para o “decoroso” público potiguar, que estava lá mesmo para ver performance do inssoso O Rappa. Começaram a estirar o dedo médio e insultar o homem.

A sexta-feira foi o melhor dia do festival, embora o melhor show só viesse no dia seguinte. Chegamos lá bem na hora da banda Lunares. O trio satisfez todas as minhas expectativas de um bom show, mas me surpreendi com a qualidade sonora do grupo ao vivo. O excesso de samples é que me incomodou um pouco. Algumas vezes viravam a base da música e acabavam gerando em mim um certo desconforto pelos músicos virarem expectadores da própria música. De qualquer forma, nada me causou mais vergonha alheia que aquela valsinha do vocalista Rodrigo Lacerda com sua guitarra enquanto os samples soavam. [Silva: Eu achei a valsinha fofinha, tem gente que faz coisa pior em shows. Achei o som agradável, mas gostei muito mais da “prévia” deles no show que teve lá no teatro Sandoval Wanderley. Destaque para o público mínimo e as groupies enlouquecidas e seu estilo “ilare ilariê” na frente do palco].

Ficamos à toa até chegar a hora do show de Madame Mim na tenda eletrônica. O show faz jus à fama. A platéia - e eu - estava enlouquecida, extasiada. Como esperado, ela não parava quieta. Houve quem pedisse para ser espancado por ela no meio do show. Mas eram os seguranças ridículos que nos machucavam. Ela foi uma simpatia, chegou a descer do palco e dançar conosco durante um bom tempo. [Silva: Dou 10,0 para o show dela. O DJ era lindo também (hahaha, eu precisava comentar isso). Muito contagiante o show dela. Havia gente gritando desesperadamente, outros alegres, dançando, isso que é vida. 10,0 para a simpatia dela em descer do palco para dançar com o público. Ela talvez tenha sido a revelação desse MADA, digo, revelação para mim].

Depois de um tempo para descansar e jogar Wii na tenda de jogos, voltamos para o palco principal. Hora do Curumin. Infelizmente, o show foi prejudicado por problemas no som. Demorou para começar e, quando começou, começou se arrastando. Por mais que ele tentasse animar o público, as pessoas o receberam com sua habitual apatia. Foi melhorando, mas não passou de um show mais ou menos. Eu esperava mais, apesar de gostar da música dele. [Silva: Foi muito bom. Infelizmente o público de Natal não é para um show desse estilo, se tivessem 20 pessoas curtindo mesmo o show era muito].

Depois dele, os Autoramas subiram ao palco. O que faltou de público e de animação no show do Curumin, aqui sobraram. A multidão de adolescentes que surgiu do nada foi ao delírio. Era difícil não se empolgar com o rock dançante e a performance deles. [Silva: Não gostei. Achei uma bandinha muito “infantil” e não me apresentaram nada que eu já não tenha visto em Natal ali pela Ribeira. Mas sempre tem gente que gosta, não é verdade? E sinceramente, praticamente o MADA inteirinho. Não foi muito difícil ver gente se esmagando em frente ao palco e cantando suas músicas não]. Eu cantei várias.

Mas o melhor show da noite foi mesmo o do Pato Fu. Há anos desejava ir a um show deles e não conseguia. Para minha alegria, superou qualquer expectativa que eu tivesse. Fernanda Takai tem um domínio de palco surreal, mesmo com aquele jeitinho sereno dela. Para alegria geral, eles tocaram todos os hits e desenterraram algumas músicas do primeiro álbum. Um dos momentos mais legais foi o jogo de luz vermelha, os chifrinhos e a alteração de voz na hora de Capetão 66.6 FM. [Silva: Muito bom. O show é divertidíssimo, tocaram as músicas certas nas horas certas. A Takai é linda e muito fofa. A banda foi simplesmente muito boa. Valeu a pena assistir um show deles.]

Na hora do Lobão eu estava aos cacos e vi que era hora de ir para casa. Mas ainda deu para rir da abertura com a música do Chapeuzinho Vermelho. Momento vergonha alheia II. [Silva: No início com aquela coisa toda da Chapeuzinho Vermelho pensei que estavam tirando onda com a cara do bicho, mas foi muito legal a entrada. Infelizmente estava com fome, cansada e com os pés doendo, mas pelo pouco que pude assistir de longe, vi que Lobão é muito bom naquilo que faz, espero que tenha outra oportunidade de assistir ao seu show].

No dia seguinte, o último de MADA, cheguei atrasada e perdi as duas primeiras bandas. A terceira [Macanjo] me deu calafrios e quando a quarta [Falcatrua] subiu ao palco, eu notei que havia enjoado de todas as músicas e não suportava mais a banda. Mas aí aquela menina, que parecia realmente uma criança num palco enorme, começou a tocar seu banjo e a cantar com sua voz doce e deixou boa parte da platéia de boca aberta. Sim, o show da Mallu Magalhães foi um dos melhores da noite. Ela parecia nervosa, mas não é à toa. É preciso muita coragem para enfrentar aquela multidão. Pode não ter sido o show mais esperado do público ali presente, mas havia sim uma grande expectativa. Felizmente, eu pude sorrir como uma idiota durante o show inteiro, cantar quase todas as músicas, e quase enfartar quando ela tocou I’ve Just Seen A Face dos Beatles. Agora quem tinha dúvidas comprovou: a menina é realmente talentosa.

Finalmente o show mais esperado da noite e o melhor da festa de 10 anos do MADACordel do Fogo Encantado transformou a arena do Imirá Plaza num terreiro e fez chover. Literalmente. Se a maioria do público já estava arrebatado antes mesmo da primeira música, quando o batuque começou, o santo baixou de vez. Foi uma das apresentações mais viscerais da história do MADA. De arrepiar. Só vendo o show deles mesmo para saber.

Depois veio o show do Josh Rouse e o público sumiu. Fiquei lá no temporal, mas não tenho idéia se eu gostei da apresentação ou não. Meu cérebro parou com o frio e, na hora do Seu Jorge, eu decidi procurar o caminho da minha cama antes que eu acabasse com hipotermia. Maldita chuva.

29 agosto 2008



Meu interesse intempestivo sobre vocais femininos nesta última semana me levou a exumar Sons & Daughters das profundezas do meu HD. Ouvi o último disco desses escoceses apenas uma vez há oito meses. Talvez esta seja a banda que eu mais negligenciei e subestimei nos últimos anos. É uma pena que eu tenha levado tanto tempo para dar a devida atenção a ela.

This Gift é o segundo long play do grupo composto por Adele Bethel [vocais, guitarra e teclado], Ailidh Lennon [baixo e mandolim], David Gow [bateria e percussão] e Scott Paterson [guitarra e vocais]. Foi produzido pelo guitarrista Bernard Butler [ex-Suede]. Ele é o grande responsável pela mudança sonora da banda. O countrycore / folk n’ roll cheio de personalidade do debut The Repulsion Box foi substituído por um rock de ainda alta qualidade, mas bem mais assimilável para as “massas”. A estética de músicas como Red Receiver, Dance Me In e Gone serviram de base para o desenvolvimento da nova fórmula, agora permeada por uma bateria energética e arranjos de guitarra e baixo pra lá de inspirados e pegajosos [claro, no melhor dos sentidos]. Eles compõem a atmosfera dançante, urgente e dramática deste novo disco. Adele Bethel não deve nada a qualquer cantora de soul surgida nos últimos anos. [Eu a considero melhor que algumas]. Seu jeito peculiar de cantar e o excelente backing vocal de Scott Paterson dão às melodias deliciosamente pop de This Gift todo um glamour e elegância. Infelizmente, fórmulas tolhem espontaneidade e talvez essa semelhança entre as músicas seja o problema do álbum. No entanto, não é nada que tire o brilho de músicas como The Nest, Chains, This Gift e Iodine, só para citar as que eu mais gosto no momento. De qualquer forma, torço para que no próximo álbum o quarteto volte às origens e tente fazer um meio-termo entre o vigor de This Gift e a criatividade, espontaneidade e diversidade dos seus primeiros materiais.




Sons & Daughters – This Gift
Lançado: Janeiro, 2008
Origem: Glasgow, Escócia
Estilo: Rock alternativo / Post-punk revival
Para quem gosta de: The Long Blondes / Blood Red Shoes / The Duke Spirit










01. Gilt Complex 02. Split Lips 03. The Nest 04. Rebel With The Ghost 05. Chains 06. This Gift 07. Darling 08. Flags 09. Iodine 10. The Bell 11. House In My Head 12. Goodbye Service

Site oficialMySpaceLast.fmLetras

14 agosto 2008



Programação Completa do Festival MADA 2008



Palco Principal



[14/08] Quinta-feira

21h30 - Poetas Elétricos (RN) [rock psicodélico / art rock / avant-garde]
22h00 - Amps e Lina (PE) [synth rock / experimental]
22h30 - NV (RJ) [rock]
23h00 - Sweet Fanny Adams (PE) [new wave/post-punk revival]
23h30 - Rastafeeling (RN) [reggae]
00h00 - Brand New Hate (RN) [garage rock / hard rock / rock ‘n’ roll]
00h30 - Motosierra (URU) [hardcore / punk rock / rock ‘n’ roll]
01h30 - O Rappa (RJ) [rock] [sim, o novo - 7x]


[15/8] Sexta-feira

20h50 – The Volta (RN) [rock]
21h20 – Lunares (RN) [rock alternativo]
21h50 – SubAquático (BA) [manguebeat / hip hop / graffit]
22h20 – Poliéster (RS) [power pop]
22h50 – Síntese Modular (RN) [sem material]
23h20 – Curumin (SP) [afro-beat / samba / hip hop / funk carioca]
23h50 – Autoramas (RJ) [surf rock / power pop / rock]
00h30 – Pato Fu (MG) [rock alternativo]
01h30 – Lobão (RJ) [rock]


[16/08] Sábado

21h10 – Rosa de Pedra (RN) [sem material]
21h40 – Sem Horas (PB) [rock clássico / rockabilly]
22h10 – Macanjo (RJ) [rock / pop / surf rock]
22h40 – Falcatrua (MG) [rock]
23h20 – Mallu Magalhães (SP) [folk rock]
00h00 – Cordel do Fogo Encantado (PE) [manguebeat]
01h00 – Josh Rouse (EUA) [folk pop]
02h00 – Seu Jorge (RJ) [samba]
03h20 – Montage (CE) [electroclash]




EletroMADA



[14/08] Quinta-feira

21h00 – Zé Caxangá (RN) [indie rock]
22h30 – Barbiekill (RN) [electro-rock]
00h00 – Leon Jr. (PE) [dance house]
01h30 – K. Posaski (RN) [electro-house]
03h00 – Leandro Pankk (SP) [disco-punk / electro-rock]
04h30 – DJ F.C. (RN) [uplifting trance]
06h00 – Encerramento


[15/8] Sexta-feira

21h00 – Coletivo Lo Que Sea (RN)
22h30 – Madame Mim (SP) [electro-pop]
00h00 – Mucio NT (RN) [house]
01h30 – Airton (RN) [electro]
03h00 – Kally (PR) [progressive house]
04h30 – Koti Live (SP) [progressive]
06h00 – Pateta (PE) [psy trance]
07h00 – Encerramento


[16/08] Sábado

21h00 – Magão (RN) [indie rock]
22h30 – Luna (RN) [psy trance]
00h00 – Fire Fox Live (RN) [psy trance]
01h00 – Black Mamba Live (PB) [psy trance]
02h00 – Vishnu (GO) [psy trance]
03h30 – Rica Amaral (SP) [psy trance]
05h30 – Thomas (RN) [psy trance]
07h00 – Encerramento

Criada em 2006, a banda de Rodrigo Lacerda [voz, teclados e guitarras], Bruno Lima [contrabaixo e vocais] e Daniel Costa [bateria], de Minerva passou a se chamar Lunares. Nome mais que apropriado. A lua, símbolo tarológico do medo, da ilusão, da imaginação e da confusão, tem tudo a ver com a música produzida por esses três rapazes.

O primeiro EP, Dance! Dance! Dance!, foi lançado há poucos dias. De dançante não há nada. Isso deve ser encarado mais como metáfora – e as músicas são cheias delas. A voz afinada e dramática de Rodrigo canta, em ótimas melodias, temas provavelmente inspirados nos discos do Arcade Fire, como o isolamento e receios urbanos, conflitos pessoais e existenciais. O disco é essencialmente reflexivo, denso e cheio de subjetividade. Tudo isso em linguagem simples e acessível – o que também os livra de serem acusados de qualquer pseudo-intelectualismo.

Fica evidente na sonoridade banda a influência de U2 e Coldplay, embora seja possível perceber um quê de British Sea Power na canção Enquanto Vivos. A parede sonora é cheia de texturas e barulhinhos, coisa que me agrada muito. É essa densidade sonora que me deixa ainda mais curiosa em ver o show do Lunares – lembre-se que se trata de um trio. Até agora, vi apenas uma curta e excelente apresentação acústica. Seja como for, em estúdio, esta é de longe uma das melhores bandas do estado.



Lunares – Dance! Dance! Dance! EP
Lançamento: 2008
Origem: Natal, Rio Grande do Norte, Brasil
Estilo: rock alternativo
Para quem gosta de: U2 / Legião Urbana/ Coldplay / British Sea Power / The Cure / The Arcade Fire 


01. Ofendículos 02. Dance 03. O Feto 04. Enquanto Vivos 05. Dance (versão rádio) 06. Velocidade da Vida
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13 agosto 2008



Hip-Hop, samba, funk, instrumental, afro-beat ou j-hiphop?

A variedade de estilos é imensa e gritante, um álbum nada conservador, me deu gosto e vontade de experimentar o primeiro álbum. Esse é Curumin, multinstrumentalista e compositor paulista, ou seja, completo no ramo musical.

Eu não sou fã de hip-hop ou samba, mas até gosto de funk carioca, esse álbum de um ecleticismo familiar e estranho, critico da sociedade, com um sabor suave em todas as suas letras, me fez até pensar duas vezes a respeito do hip-hop, mais puro, sem falar de policiais e mulheres do qual aqueles negões gostam de comer de cabeça pra baixo. É incrível como o samba e o hip-hop se mesclam ao passar do álbum e impressionante a adição do funk carioca na música Caixa-Preta que conta com as participações de BNegão e Lucas Santana, que quebra todo clima mais suave e voa para um pancadão sofisticado.

O álbum contém além das participações especiais de BNegão e Lucas Santana, Marku Ribas em Dançando no Escuro, Blackalicious e Lateef the Truth Speaker em Kyoto, Cristopher Lover em Mal Estar Card, e Tommy King of Corn Guerrero na música Sambito.

O álbum intitulado Japan Pop Show, como está na cara, não enfoca o Japão, pais adorado do movimento otaku e admirado por EMOs (praticamente foi o país que deu origem ao estilo). Com músicas bilingues, em inglês, português, japonês e o português popular mal dizido, o Curumin critica a sociedade, super potências, o Brasil corrupto, mostra um pouco de suas paixões e espera mudanças num mundo que está acabando.


Multinacional, excepcional, diverso e genial, experimentação obrigatória.


Curumin - Japan Pop Show
Lançado: 2008
Origem: São Paulo, Brasil
Idioma: português / inglês / japonês
Estilo: afro-beat / samba / hip-hop / funk carioca

Para quem gosta de: Jorge Benjor / Hip Hop inteligente / variedade




 


01. Salto no Vácuo com Joelhada 02. Dançando no Escuro 03. Compacto 04. Magrela Fever 05. Kyoto 06. JapanPopShow 07. Misterio Stereo 08. Saída Bangú 09. Mal Estar Card 10. Caixa Preta 11. Sambito 12. Esperança 13. Fumanchú

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04 agosto 2008

O bom de ter conhecido a música da Mallu quando apenas o homem dos superlativos falava nela é que pude digerir com bastante paciência o que eu ouvia, de forma ainda desapaixonada e sem qualquer pré-conceito sobre a moça. Hoje fala-se mais nela que na música que ela produz, é verdade. Mas é compreensível. Afinal de contas, quais são as experiências musicais brasileiras com adolescentes na música? Sandy & Jr? Felipe Dylon? É a primeira vez que surge por aqui alguém tão jovem e tão talentoso como a Mallu Magalhães. Não estamos todos encantados à toa. É certo que não é a coisa mais simples do mundo encontrar um adolescente de 15 com um gosto tão diferenciado quanto o dela e muito menos alguém que consiga compor de forma tão razoável. Mas apenas estes detalhes não atrairiam tamanha atenção à garota. Se ela conseguiu tudo isso, em tão pouco tempo, é por seu imenso carisma, suas composições e – concordo com o With Lasers! – seu senso de cultura pop.

Infelizmente, algumas pessoas gastam muita energia em desprezar e diminuir a qualquer custo o que é elogiado por uma maioria. Quando não são os ataques pessoais à maneira de se comportar da menina, tenta-se denegri-la através de seu nível social pela conquista de sua fama. Isso chega a ser risível. O que muitos tomam por retardamento, nós tomamos por espontaneidade e doçura. Se assim não lhe parece, aí vai de suas idiossincrasias. Mas você deixaria de ouvir Oasis porque os Gallaghers são dois imbecis? É engraçado porque, no Brasil, parece que as pessoas ainda padecem da síndrome do pobrinho. Se a garota vem de uma família abastada isso apenas significa que ela tem um mundo mais largo para desbravar e uma família que a financie no que desejar. Claro que se moça não tem talento isso é jogado pelo ralo... Temos um exemplo potiguar na mídia brasileira.

Só que a Mallu tem, sim, muito talento – além de ter uma voz que me lembra a Fernanda Takai. Ela não criou nenhum Pet Sounds, mas a brandura, a jovialidade, a ingenuidade de seu folk pop simplório são simplesmente cativantes. Não é preciso inovar ou sair do convencional para se ter algo gostoso de ouvir. É certo que se ela fosse seis anos mais velha, o EP não causaria o mesmo alarde. No entanto, ele está longe, muito longe de ser ruim.

01.Tchubaruba 02. J1 03. Don’t You Leave Me 04. Get To Denmark

Lançado: 2008
Origem: São Paulo, São Paulo, Brasil
Estilo: folk rock

Conseguimos as mp3 abaixo por aí. Eram umas 30. Cortei as de qualidade tenebrosa, mas ainda ficaram umas poucas não tão legais. Em todo o caso, a maioria está bacana de se ouvir. Vale a pena dar uma conferida.
01.Vanguart (Poploaded Sessions) 02. Xylophones (Poploaded Sessions) 03. Folsom Prison Blues (Poploaded Sessions) 04. Anyone Else But You (The Moldy Peaches cover) 05. Swalk (Estúdio SP) 06. Letrinhas dos Jornais (Estúdio SP) 07. Mr Blue Eyes (Estúdio UOL) 08. Really Know Boys (Estúdio UOL) 09. Meia Colorida 10. Girassóis 11. Her Day Will Come 12. Il Va Partir 13. Noil 14. Pata-de-Leão (Programa do Jô) 15. Don’t Look Back (Programa do Jô) 16. You Ain’t Nothing But A Hound Dog (Elvis Presley cover) (Programa do Jô) 17. Town Of Rock ‘n’ Roll (Altas Horas)


Para quem gosta de: Vanguart / Bob Dylan / Johnny Cash 
 
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