25 outubro 2008


Um dia M. Ward resolveu fazer um dueto com Zooey Deschanel, dessa doce união surgiu a ideia de formar o She & Him. Revivendo os anos setenta em seus corações, a dupla faz músicas que soam doces, pareias a grande Feist, mas não tão grandioso quanto.

Apesar de serem parecidos em alguns pontos, temos duas grandes divergências, que uma é do Canadá e o outro é de Los Angeles e um tem um ar mais country, enquanto o outro é totalmente pop. O.K. não tão brega quanto o country que ouvimos, mas é extremamente arrastado em algumas canções. Os elementos de She & Him são clássicos, usando o mínimo de eletrônicos possível.


A genialidade do M. Ward com a doce voz da Zooey fazem o She & Him uma excelente banda pra quem adora um folk, ou country americano antigo e gosta de coisas novas no mundo independente.


01. Sentimental Heart 02. Why Do You Let Me Stays Here? 03. This Is Not A Test 04. Change Is Hard 05. I Thought I Saw Your Face Today 06. Take It Back 07. I Was Made For You 08. You Really Gotta Hold On Me 09. Black Hole 10. Got Me 11. I Should Have Know Better 12. Sweet Darlin' 13. Untitled

She & Him - Volume One
Lançado: 2008
Origem: Los Angeles, Califórnia, E.U.A.
Idioma: Inglês
Estilo: Country / Folk Pop
Para quem gosta de: Feist / Cat Power


É na tradição gótica que o Plastique Noir busca abrigo. Filhos da ensolarada Fortaleza, esses quatro senhores não tapam os olhos para a degradação habitual das cidades turísticas nordestinas, tão confortavelmente ignorada ou tolerada pela maioria de nós. No entanto, o Plástico Negro não vai bradar contra a podridão metropolitana. Ao menos, qualquer crítica não é direta. Ele vai voltar-se completamente para si e abraçar toda decadência do cenário que o cerca, celebrando o ópio, a lascívia e a morbidez constantes em seu show de horror.

Musicalmente, o Plastique Noir emula as bandas de pós-punk e rock gótico da década de 80 e algumas revivalistas contemporâneas. Algum desavisado pode acabar, inclusive, crendo piamente que se trata de um grupo dessa época. Um dos culpados disso é o quinto elemento da banda, uma drum machine SR-16 carregada de nostalgia. Esse será o tom de todas as músicas. A princípio, os arranjos podem até soar datados, porém, com um mínimo de atenção, verá que as canções do grupo são absolutamente acrônicas e universalistas. Outro ponto de destaque está na voz de trovão de Airton S. Sem ele, o Plastique Noir enfraqueceria o que tem de melhor: seu caráter lúgubre e apocalíptico.

O Urban Requiems (Extended) é uma junção dos EPs Oferring [2005] e Urban Requiems [2006] e foi relançado há pouco tempo. Deixe seus preconceitos de lado – se os tiver – e dê uma olhada nele. Se gosta do estilo, pode apostar que vale a pena.


01. Shadowrun 02. Creep Show 03. Desire Or Disease 04. Six Feet Under 05. Killdergarten 06. Silent Shout 07. Empty Streets 08. In Thorns And Blades

Plastique Noir – Urban Requiems (Extended)
Lançamento: Maio, 2008
Origem: Fortaleza, Ceará, Brasil
Estilo: darkwave / post-punk revival
Para quem gosta de: The Cure / She Wants Revenge / Joy Division

09 outubro 2008

Se algum dia o Blondie se unisse ao Camera Obscura é possível que se transformassem em algo muito parecido com esta banda sueca. O Hari and Aino é um quinteto de Estocolmo, um dos primeiros lugares que eu visitaria se ganhasse na mega sena. Eles fazem um twee pop padrão. O debut homônimo é ensolarado, impregnado de good vibrations e serenidade; tão oh-so-lovely, oh-so-twee, mesmo no seu cinismo. É um desses discos que a gente escuta para se recuperar do cansaço...



01 Gold (Or Something Just As Nice) 02. I Will Leave 03. Seasons 04. Hannah and I 05. Finland 06. Lousy Day 07. Rubble and Ruin 08. Your Heartache and Mine 09. Second Song 10. Thank You For My Sisters


Hari and Aino – Hari and Aino
Lançado: 2008
Origem: Estocolmo, Suécia
Para quem gosta de: Camera Obscura / Blondie / The Cardigans

02 outubro 2008


Certos romantismos com pintadas de realismo dão vida ao “O” o primeiro trabalho do cantor irlandês Damien Rice. O CD é todo envolto em uma atmosfera densa, mas contraditoriamente leve. Letras escritas em momentos de profunda reflexão e melancolia. Melancolia essa descaradamente visível no olhar de seu intérprete.

A sonoridade – e que sonoridade: mostra explosões de sentimentos, contradições e divagações profundas do eu - lírico controverso. Entretanto “O” não possui guitarras explosivas ou baterias alucinantes, afinal, trata-se de um clássico CD de Folk.

A grande cartada, no entanto, é, sem dúvida, a sinceridade das composições. São angústias tão cristalinas que chegam a doer e como doem!

Em uma primeira audição você sentirá como se não tivesse escutado o álbum, mas em uma segunda o quebra-cabeça vai sendo montado. E você, então, passa a sentir novas percepções de mundo.

Damien acreditava que não chegaria muito longe. Esperava vender mil discos, mas para sua surpresa chegou à casa dos três milhões de cópias. Sucesso esse que parece não ter subido sua cabeça. Ele continua tão simples e humilde como antes. Avesso a fama, avesso ao sucesso, avesso a ele mesmo.




1. Delicate 2. Volcano 3. The Blower's Daughter 4. Cannonball 5. Older Chests 6. Amie 7. Cheers Darlin 8. Cold Water 9. I Remember 10. Eskimo 11. Prague 12. Silent Night


Lançado: Fevereiro, 2002
Origem: Dublin, Irlanda
Idioma: Inglês
Estilo: Folk
Pra quem gosta de: Cat Power, Laura Marling






 
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