30 outubro 2008

Meses depois do MADA, conseguimos músicas da banda Rosa de Pedra.

A Rosa de Pedra, é uma banda difícil de se achar pela internet, isso devido a sua auto exclusão regional, ou talvez devido a exclusão regional, afinal, damos mais valor a músicas tipicamente não nordestinas e excluímos toda nossa potencialidade. Isso acarreta numa total falta de publicidade "internetica", ou na verdade, falta de interesse do público.

Rosa de Pedra é uma homenagem a Zila Mamede, poetiza/escritora potiguar, e assim como a nata cultural de Natal, faz seu som voltado ao que é regional, voltado muito mais a poesia do que aos ruídos que são conhecidos como "hits populares". Não que o Rosa de Pedra não seja ruidoso, por tentar caracterizar o Nordeste e Natal, o Rosa de Pedra em si é altamente ruidoso, essa é nossa realidade. A Rosa de Pedra, é Ângela Castro (vocal), Roberto Tavares (baixo), Tiquinha Rodrigues (rabeca), Toni Gregório (guitarra), Wagner Tsé (percussão), Concita Alves (percussão) e Jailton Torres (percussão mais uma vez! Tire daí o "ruidoso"), eles já se enraizaram na cultura popular da cidade de Natal, sendo figuras muito vistas em festivais e eventos, como é o caso do DoSol.

O som é definitivamente menos exagerado que peças já conhecidas da música-poesia-rock-nordestina do nordeste, como o Cordel do Fogo Encantado, o que faz uma boa alternativa para o estilo, seja lá qual esse for. Incluindo, foram uma boa adição ao Coca-Cola Zero que houve na mesma cidade, no mês passado. Imaginem só, misturar os EMOguxos que foram ver o Stryke e bla bla bla assistindo uma banda que mostre tudo o que temos de mais nordestino e potiguar que existe? HAHA, nem imagino, deve ter sido um ShOoCck MiGuUXxuOs!!!

Se você não quer sentir suas raizes, não baixe, mas como diz o lema do Coca-Cola Zero, diversidade... pera aí, qual o lema sobre o Coca-Cola Zero? E qual é a moral da história?



Rosa de Pedra - Rosa de Pedra
01. Saudação 02. Deus 03. A Lavadeira 04. Bola de Chiclete
05. Samba Forró Funk 06. Sugesta 07. Passeio 08. Branca Flores
09. Catimbozada 10. Ludo 11. Jerônimo 12. Sotaque
13. Transe 14. Paço da Pátria


Lançado: 2008
Origem: Natal, Rio Grande do Norte, Brasil
Idioma: Português
Estilo: art rock / afro-beat / mpb

Para quem gosta de: Poetas Elétricos / Retrovisor / Cordel Do Fogo Encantado

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29 outubro 2008

Glam?
Para que serve a autodenominação de glamour se isso não existe na banda, hahahaha.

Anos 70, nasce David Bowie, na verdade ele já havia nascido, mas foi nessa época que ele cresceu, com seus clássicos como Space Oddity e etc. Até hoje ele continua vivo, mas não tão glam, como nos anos 70. E, é claro, junto com toda popularização do glam, desenvolveram-se outros estilos, como os famosos glam metal e glam punk... quem não se lembra daqueles metaleiros exagerados com cabelos bagunçados e grandes e mais maquiagem que uma drag queen retardada.

Bem, o Star 61 é uma banda de glam rock revival, com letras horrendamente gays...

... OK! Hilariamente gays!

Não me mijo de rir, por que sou controlado e normalmente escuto música no trabalho, mas a música Los Amigos, do EP Fliperama, quase molha minhas calças da primeira vez que ouvi.

O Star 61 é uma banda paraibana composta por Flaviano André, nos vocais, letras, músicas, violão, guitarra e visual exagerado, Thiago Sombra no baixo, Herlon Rocha no teclado, Rieg Wasa na guitarra e Ruy Oliveira na bateria.

O Star 61 fará as graças do Festival DoSol, esperem e verão, confiram o video também.


Star 61 - EP Star 61
01. Encontrando Um Caminho 02. Rejeição 03. Nineteen 04. Fácil Demais


Lançado: 2004
Origem: João Pessoa, Paraiba, Brasil
Idioma: Português / Inglês
Estilo: Glam Rock / Indie Rock / Post Punk


Star 61 - EP Fliperama
01. Tanto 02. Los Amigos 03. Onde Estou 04. Fliperama
05. Polegada Irada (Angry Inch)
Lançado: 2005

Para quem gosta de: David Bowie / The Cure / glitter, maquiagem e se montar

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28 outubro 2008

Por Pedro Oller

É raro ver uma banda de punk do Norte/Nordeste que consiga sair de lá. Cätärro, um grupo do Rio Grande do Norte, conseguiu essa proeza e é muito conhecida por fãs de música boa no país todo. Sem medo de seguir com um estilo que hoje sofre tantos preconceitos entre punks (algo que se vê somente nas ruas, não na internet), eles fazem um Powerviolence sujo, cru e infernal influenciado por Extreme Noise Terror, Charles Bronson e Spazz.

Estão desde 2003 na ativa, fazendo shows para a molecada se jogar por cima dela mesma e lançando material. Em 2004, lançaram sua demo Pena de Morte, que foi o pontapé para o reconhecimento nacional (foi quando eu conheci a banda) e em 2007 conseguiram lançar este primeiro CD debut Dance, Império, Dance. Sobre sua participação na cena nacional, nem preciso falar, já que tocaram ao lado de bandas muito importantes da mesma, como Nerds Attack! e Possuído Pelo Cão.

Feito para aqueles que gostam de ouvir um som e sair chutando tudo pela frente.


Cätärro - Dance Império Dance
01. Sem Dó Nem Piedade 02. Apenas Isso 03. Hiroshima e Nagasaki Ainda Sofrem 04. Fim do Mundo 05. Pessoas Morrem 06. Livro Mata 07. Nunca Diga... Diga... 08. Vida Completa 09. O Poder do Pênis 10. Bicho Papão de Gravata 11. Tiro na Testa 12. Somente Nesse Dia 13. Sente no Colo do Papa 14. Tarobinha 15. Sede do Diabo 16. Acontece nas Melhores Famílias 17. Corra Lula Corra 18. Eu Não Sou Meu Pai 19. Baladinha de Fim de Semana 20. Cada Vez Mais Rápido


Lançado: 2007
Origem: Mossoró, Rio Grande do Norte, Brasil
Idioma: Português
Estilo: Powerviolence

Para quem gosta de: Extreme Noise Terror / Charles Bronson / Spazz

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27 outubro 2008

Por Alécio Macedo


Uma banda onde o Thrash, de modo geral, é influência nítida. Destaca-se por um baterista dono de quebradas extremamente fora do convencional e um vocal bem eclético dentro da técnica gutural.

O TS foi formado no início de 1990 e já passou por algumas formações, tendo como membros atuais Maurício Nogueira (guitarra/ ex-Krisiun e In Hell), Vitor Rodrigues (vocal), Amílcar Christófaro (bateria) e “Castor” (baixo).

Atualmente lançaram o disco Hellbound (2008) pela Mutilation Records e estão constantemente fazendo turnês bem sucedias na Europa, onde sofrem maior repercussão musical e obtêm reconhecimento merecido, principalmente na Alemanha. Chegando a excursionar com grandes nomes do Metal como Overkill e Metal Church, eles se consagram junto a outros destaques nacionais, no estilo, como Sepultura e Krisiun.


Torture Squad – Hellbound [compre]
01 Intro 02. Living For The Kill 03. The Beast Within 04. The Fall Of Man 05. Chaos Corporation 06. Man Behind The Mask 07. In The Cyberwar 08. Twilight For All Mankind 09. The Four Minds 10. Hellbound

Lançado: 2008
Origem: São Paulo, Brasil
Idioma: English
Estilo: Thrash / Death Metal / Metal


Para quem gosta de: Krisiun / Violator / Sepultura



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Dante Augusto, Henrique Geladeira, Rafael Brasil nas guitarras e Daniel Araújo na bateria além, é claro, de Ana Morena no baixo formam o Camarones Orquestra Guitarrística.

Eles fazem um som harmonioso e conciso. Não esperava que eu fosse gostar do Corra Cabron Corra – EP da banda, mas o fato é que gostei. Mesmo a música sendo totalmente instrumental, o que vai de encontro às minhas vertentes comerciais, é uma ótima opção como trilha sonora do cotidiano em suas diversas faces.

Criatividade e empolgação resumem esse quinteto natalense.




Camarones Orquestra Guitarrística – Corra Cabron Corra
01. Pipa 02. Cabron 03. Antonho O Grande 04. Cartoon Medley 05. Delayte 06. Para Inglês Ver


Lançado: Julho, 2008
Origem: Natal, Rio Grande do Norte, Brasil
Idioma: none
Estilo: Instrumental / Rock / Reggae / Ska
Para quem gosta de: The Dead Rocks / Macaco Bong / Pata de Elefante





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26 outubro 2008

Pegue suas desculpas e conte as para o vulcão.

Para terminar meu fim de semana romantico, apresento-lhes ao Miniature Tigers. Podemos dizer que é um Death Cab For Cutie "feliz", ou um novo Tullycraft viciado em sintetizadores, ou simplesmente denominá-los como Miniature Tigers.

O.K.

Entrem no Site deles e se assustem, eu me assustei, HAHA. Os Miniature Tigers são doces e suaves, constroem um pop doce naquela velha guerra para se falar sweet. Não tão assumidamente Twee como o Tullycraft, mas continuamente synthpop.

Relativamente novos, em atividade desde 2006, lançaram esse ano seu primeiro LP, Tell It To The Volcano. A banda é composta por Charlie Brand como vocal principal, Rick Schaier na bateria, Daggrr na guitarra e teclado e Lou Kummerer no baixo, não é só o Charlie que canta, todos os membros fazem back quando necessário.


Miniature Tigers - Tell It To The Volcano [compre]
01. Cannibal Queen 02. Like Or Like Like 03. Dino Damage 04. Tell It To The Volcano
05. Hot Venom 06. Tchaikovsky & Solitude 07. The Wolf 08. Giraffe 09. Annie Oakley
10. Haunted Pyramid 11. Last Night's Fake Blood

Lançado: 2008
Origem: Phoenix, Arizona, E.U.A.
Idioma: Inglês
Estilo: twee / synthpop / indie pop


Para quem gosta de: Tullycraft / Death Cab For Cutie / Camera Obscura

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Essa é uma banda capixaba com todo o senso de humor sarcástico que você pode querer ouvir. As letras são bem mais que gritos e até dizem alguma coisa, cachaça diz muito de mim por exemplo (hehe), que tal você ouvir e escolher a sua preferida =]. Ou ouvir e detestar amargamente ter baixado. Vai de cada um sentir a emoção das musicas ou não sentir nada (hehe). Eu diria que de longe me lembra um pouco dos Raimundos, que eu curtia loucamente na minha adolescência. O primeiro contado que eu tive com essa banda foi no ano passado quando um colega me mostrou o celular cheio de musicas deles. E eu claro escolhi a mais legal de todas, o titulo: Música sem mensagem (hehe). Realmente sem nenhuma mensagem e muito grito. Nesse último álbum pelo contrário vi que algumas musicas tem uma certa mensagenzinha, bem zinha mesmo.

A banda foi formada em 1995 na cidade de Vila Velha no ES já é uma pré adolescente no cenário brasileiro (vai ver é por isso que eles gritam tanto). A banda é formada por Mozine (baixo), Paulista (vocais), Brek (bateria) e Sandro (guitarra). O nome mais que inusitado foi inspirado em uma reportagem feita em Pernambuco que contava a historia de uma familia que estava comendo ratos achados no lixo, apetitoso hein (humm =]~~). Os dois k são para homenagear as bandas filandesas que eles gostavam de escutar na epoca. Carne é o seu setimo disco e é tudo meio igual, como na maioria das bandas de punk rock. Deem (deem, já sem acento) uma olhada ae, quem não gostar depois eu posto uma banda chamada Pizza de mussarela, ou batatas assasinas, queijo com goiabada, etc ;).



Mukeka di Rato – Carne [compre]
01. Frações, Refrações e Proporções 02. Animal 03. Rinha de Magnata 04. Enxurrada 05. Produtos Químicos Eletrodomésticos 06. Borboleta Azul 07. Voltar a Viver 08. Você é Você! 09. Jogo do Bicho 10. Pedro e Alfa 11. T.G.E. 12. Vencer na Vida 13. Cachaça 14. Carne

Lançado: 2007
Origem: Vila Velha, Espírito Santo, Brasil
Estilo: Rock / Grindcore

Para quem gosta de: Raimundos / Garotos Podres / Ratos de Porão


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25 outubro 2008


Um dia M. Ward resolveu fazer um dueto com Zooey Deschanel, dessa doce união surgiua a idéia de formar o She & Him. Revivendo os anos setenta em seus corações, a dupla faz músicas que soam doces, pareias a grande Feist, mas não tão grandioso quanto.

Bem, quem não tem Feist, caça com She & Him?

Apesar de serem parecidos em alguns pontos, temos duas grandes divergências, que uma é do Canadá e o outro é de Los Angeles e um tem um ar mais country, enquanto o outro é totalmente pop. O.K. não tão brega quanto o country que ouvimos, mas é extremamente arrastado em algumas canções. Os elementos de She & Him são clássicos, usando o mínimo de eletronicos possível.

A genealidade do M. Ward com a doce voz da Zooey fazem o She & Him uma excelente banda pra quem adora um folk, ou country americano antigo e gosta de coisas novas no mundo independente.

She & Him - Volume One [compre]
01. Sentimental Heart 02. Why Do You Let Me Stays Here? 03. This Is Not A Test 04. Change Is Hard 05. I Thought I Saw Your Face Today 06. Take It Back 07. I Was Made For You 08. You Really Gotta Hold On Me 09. Black Hole 10. Got Me 11. I Should Have Know Better 12. Sweet Darlin' 13. Untitled


Lançado: 2008
Origem: Los Angeles, Califórnia, E.U.A.
Idioma: Inglês
Estilo: Country / Folk Pop

Para quem gosta de: Feist / Cat Power


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É na tradição gótica que o Plastique Noir busca abrigo. Filhos da ensolarada Fortaleza, esses quatro senhores não tapam os olhos para a degradação habitual das cidades turísticas nordestinas, tão confortavelmente ignorada ou tolerada pela maioria de nós. No entanto, o Plástico Negro não vai bradar contra a podridão metropolitana. Ao menos, qualquer crítica não é direta. Ele vai voltar-se completamente para si e abraçar toda decadência do cenário que o cerca, celebrando o ópio, a lascívia e a morbidez constantes em seu show de horror.

Musicalmente, o Plastique Noir emula as bandas de pós-punk e rock gótico da década de 80 e algumas revivalistas contemporâneas. Algum desavisado pode acabar, inclusive, crendo piamente que se trata de um grupo dessa época. Um dos culpados disso é o quinto elemento da banda, uma drum machine SR-16 carregada de nostalgia. Esse será o tom de todas as músicas. A princípio, os arranjos podem até soar datados, porém, com um mínimo de atenção, verá que as canções do grupo são absolutamente acrônicas e universalistas. Outro ponto de destaque está na voz de trovão de Airton S. Sem ele, o Plastique Noir enfraqueceria o que tem de melhor: seu caráter lúgubre e apocalíptico.

Urban Requiems (Extended) é uma junção dos EPs Oferring [2005] e Urban Requiems [2006] e foi relançado há pouco tempo. Deixe seus preconceitos de lado – se os tiver – e dê uma olhada nele. Se gosta do estilo, pode apostar que vale a pena.


Plastique Noir – Urban Requiems (Extended)
01. Shadowrun 02. Creep Show 03. Desire Or Disease 04. Six Feet Under 05. Killdergarten 06. Silent Shout 07. Empty Streets 08. In Thorns And Blades

Lançado: Maio, 2008
Origem: Fortaleza, Ceará, Brasil
Idioma: English
Estilo: darkwave / post-punk revival

Para quem gosta de: The Cure / She Wants Revenge / Joy Division




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24 outubro 2008

Enquanto não sei sobre quem falar do Festival DoSol, nem aparece nenhuma banda brasileira interessante e meu especial sobre folk foi "comido" no meu primeiro post (estou adiando agora para novembro o meu especial sobre folk), algumas bandas bandas pintam na minha cabeça, a que falarei hoje é a Love Is All.

Eles são suecos, isso me atrai, amo o sotaque dos suecos cantando em inglês, hahaha, isso me faz pensar sobre as bandas brasileiras que cantam em inglês, será que o inglês abrasileirado soa "fofo" em outros países?

O Love Is All é composto por Josephine, vocalista e tecladista; Nicholaus, guitarrista e segundo vocal; Markus, bateria; Johan, baixo; e Fredrik no saxofone (sim, eles tem saxofone). A maioria dos integrantes faziam parte de uma outra banda, chamada Girlfrendo e se uniram pra formar o essa banda de nome tão romântico.

As músicas do Love Is All são de um ritmo dançante, não tão contagiante como gostaria, mas empolgante, não posso dizer que todas as músicas do seu segundo álbum, o A Hundred Things Keep Me Up At Night, são fantásticas, mas em sua grande maioria são deliciosas, podendo citar como minhas favoritas Rumours e A More Uncertain Future, que retratam situações romanticas normais, sempre vistas por aí.
Love Is All - A Hundred Things Keep Me Up At Night [compre]
01. New Beginings 02. Give It Back 03. Movie Romance 04. Last Choice 05. Sea Sick 06. Wishing Well 07. When Giants Fall 08. Rumours 09. Big Bangs Black Holes Meteorites 10. A More Uncertain Future 11. Floors


Lançado: 2008
Origem: Gothenburg, Suécia
Estilo: Post Punk/New Wave Revival / Indie Rock

Para quem gosta de: Maxïmo Park / The Concrete / Los Campesinos!


21 outubro 2008

Nesse Festival DoSol, teremos como atração nacional uma de minhas antigas bandas preferidas, daí você se pergunta "Por que antiga?", bem, eu os conheço há uns dois anos, então não é tão antiga, o Stand by the D.A.N.C.E. me conquistou legal, mas o seu novo álbum, Louva-a-Deus deixa a desejar.

Não conheço os outros álbuns além do Stand, só algumas músicas esporádicas, mas posso dizer que é um trabalho incrível. O Stand nos faz sentir a música, cria situações perfeitas para se dançar um rock'n'roll puro, lembra muito gangues de motoqueiros dos anos 70/80 dos Estados Unidos.

O seu novo álbum, o Louva-a-Deus só mostra uma mesmice entediante, mas obviamente não é um barco furado e não é um lixo como deixei parecer ser. Só que para uma impressão anterior de espetacular, o mais atual não passa de um lançamento ordinário, como muitos desse ano como algumas bandas das quais eticamente não citarei o nome. São o Bloc Party, Tokyo Police Club, Rock Rocket, We Are Scientists, Kings Of Leon e outras bandas que eu idolatrava.



Saindo do enfoque da critica ruim ao último disco, o Forgotten Boys é formado por Chuck HipolithoZé MazzeiGustavo Riviera e Flavio Cavichioli, que desde 1997 vem tocando pelas noites de São Paulo e conquistando público no Brasil inteiro. No dia primeiro de outubro tocaram logo cedo no Festival DoSol. A banda já está acostumada com a cidade de Natal e com o bar DoSol, já participando de vários eventos na Ribeira, então para banda não há novidades, só para os fãs com essa nova turnê.

Forgotten Boys - Louva-a-Deus
01. Don't Be Afraid 02. Quinta-Feira 03. Ela Era 04. Justice For All 05. Highest Stake 06. Me Entregar 07. News From God 08. Hold On 09. Got My Eyes On You 10. Ela Diz 11. Sempre em Paz 12. Leaving / Home On You

Lançado: 2008
Origem: São Paulo, São Paulo, Brasil
Idioma: Inglês / Português
Estilo: Rock / Indie Rock

Para quem gosta de: Rock Rocket



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14 outubro 2008

A primeira vez que tomei conhecimento sobre a existência da banda The Donnas foi ao assistir o Lab Mtv. Ao contrário de muitos não nutro aversão por bandas populares, de grande visibilidade, pelo contrário. O objetivo de todo grupo, julgo eu, é tocar para um público que cresça exponencialmente e não para uma província local.

The Donnas, felizmente, vem expandindo sua legião de fãs. E isso em muito me agrada. Conhecidas por sua simpatia e bom humor as estadunidenses abocanharam o difícil mercado internacional. Estão firmadas no cenário rock/underground em virtude dos seus seis Cds que foram bem recebidos aonde chegaram.

As sonoridades Glam/ Hardcore/ Garare Rock Revival com pitadas de pop estão presentes em seu novo e sexto trabalho: Bitchin’.

O albúm não é inovador, na verdade, é uma mistura de fórmulas já gastas. Mas isso em nada destrói a qualidade do mesmo. Qual o problema em não inovar? Por vezes é perfeitamente aceitável sermos saudosistas. Ouvindo-as consigo me transportar para outras décadas e relembrar clássicos como Ramones e AC/DC.

Pra quem gosta de garotas rockers e cheias de atitude fica aqui essa ótima sugestão.


The Donnas - Bitchin' [compre]

Lançado: Setembro, 2007
Origem: Palo Alto, Califórnia, Estados Unidos
Idioma: Inglês
Estilo: Hard rock / Punk rock


Para quem gosta de: The Hellacopters / Juliette & The Licks / The Runaways






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xxx



The Donnas [compre]
Lançado: 1997


American Teenage Rock ‘n’ Roll Machine [compre]
Lançado: Janeiro, 1998


Get Skintight [compre]

Lançado: Junho, 1999


The Donnas Turn 21 [compre]
Lançado: Janeiro, 2001


Spend The Night [compre]
Lançado: Outubro, 2002


Gold Medal [compre]
Lançado: Outubro, 2004



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Fugindo de rótulos e desprezando tribos, o Terminal Guadalupe vem fazendo seu rock engajado, tão demodé nestes tempos de apolitismo, pseudo-romantismo e libido-music. A Marcha dos Invisíveis, quarto álbum do grupo, vai do garage ao pop em um piscar de olhos. Seria ótimo se não causasse uma queda na evolução do disco. Cachorro Magro, aliás, tem uma poesia excelente – me lembra bastante o poema de Manuel Bandeira -, mas se torna insuportavelmente piegas com o arranjo escolhido. Creio que se tivesse uma pegada mais garage, mais pulsante, ela teria muito mais força. Deixando isso de lado, A Marcha dos Invisíveis é um disco razoável, onde suas letras políticas, cotidianas e nacionalistas se afinizam a boas melodias e passam a mensagem de quem não quer ser inglês e tenta ser mais.




Terminal Guadalupe – A Marcha dos Invisíveis
01 Terminal Guadalupe 02. Pernambuco Chorou 03. Atalho Clichê 04. Recorte Médio-Oriental 05. A Marcha dos Invisíveis 06. Cachorro Magro 07. El Pueblo No Se Va 08. O Segundo Passo 09. De Turim A Acapulco 10. Praça de Alimentação


Lançado: 2007

Origem: Curitiba, Paraná, Brasil
Idioma: Português
Estilo: garage rock / power pop
Bit rate: 128 kpbs
Tamanho: 35, 27 mb
Rating:




Para quem gosta de:
Plebe Rude / Ecos Falsos / Muse [?!] / Pink Floyd [?!]


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09 outubro 2008

Se algum dia o Blondie se unisse ao Camera Obscura é possível que se transformassem em algo muito parecido com esta banda sueca. O Hari and Aino é um quinteto de Estocolmo, um dos primeiros lugares que eu visitaria se ganhasse na mega sena. Eles fazem o que posso chamar de twee pop padrão. O debut homônimo é ensolarado, impregnado de good vibrations e serenidade; tão oh-so-lovely, oh-so-twee, mesmo em sua amargura e sinceridade. É um desses discos que a gente escuta para se recuperar do cansaço...


Hari and Aino – Hari and Aino
01 Gold (Or Something Just As Nice) 02. I Will Leave 03. Seasons 04. Hannah and I 05. Finland 06. Lousy Day 07. Rubble and Ruin 08. Your Heartache and Mine 09. Second Song 10. Thank You For My Sisters


Lançado: 2008
Origem: Estocolmo, Suécia
Idioma: inglês


Para quem gosta de: Camera Obscura / Blondie / The Cardigans




04 outubro 2008


Oia eu aqui denovo. Dessa vez trago dois suecos (Daniel Johansson & Joakim Sveningsson), e mais uma vez uma dupla (pura coincidência, senão daqui a pouco vão achar que eu vou trazer Cláudio & Buchecha, Zeze & Luciano, etc). Mas voltando ao assunto...dupla que se juntou na cidade de Estolcomo na Suecia, pra formar uma banda chamada Friska Viljor. Curiosamente este é o mesmo nome de um time de futebol sueco. Seu primeiro álbum foi o intitulado Bravo e em maio deste ano eles lançaram Tour de Hearts, que eu considero muito melhor que o anterior. Em destaque nesse temos as musicas: Arpeggio, Old man, On and On, The Street Sounds Like, In The nude.


Esta uma banda difícil de catalogar, ouvindo o álbum Tour de Hearts eu me deparei com uma musica que é a cara do The cure, por sinal o nome da musica é The Cure, sinistro né? Uma das musicas mais apaixonantes é On and On, e quem já ouviu Arcade Fire talvez ache parecido, bem eu achei. Dai vocês mesmos podem tirar suas conclusões, uma banda que parece com The cure e com Árcade fire ao mesmo tempo e depois num se parece com nada, doidera total. Mas é isso mesmo, como os próprios criadores da banda dizem no MySpace deles, eles são parecidos com tudo e com nada ao mesmo tempo sem falar que eles se dizem livre de influências. Bem só ouvindo pra saber. Então apertem o play ai!!



Tour de Hearts [compre]
01 On And On 02 Old Man 03 Oh No 04 The Streets Sounds Like 05 The Cure
06 Taste Of Her Lips 07 Arpeggio 08 Early Morning 09 Dear Old Dad
10 Sunday 11 In The Nude

Lançado: 2008
Origem: Suecia
Idioma: inglês
Estilo: indie pop
Bit rate: 320 kbps
Tamanho: 89,22 mb
Rating:



Para quem gosta de: Johnossi, Shout out Louds, The horror the horror, Chikinki, Girls in Hawaii





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02 outubro 2008


Certos romantismos com pintadas de realismo dão vida ao “O” o primeiro trabalho do cantor irlandês Damien Rice. O CD é todo envolto em uma atmosfera densa, mas contraditoriamente leve. Letras escritas em momentos de profunda reflexão e melancolia. Melancolia essa descaradamente visível no olhar de seu intérprete.

A sonoridade – e que sonoridade: mostra explosões de sentimentos, contradições e divagações profundas do eu - lírico controverso. Entretanto “O” não possui guitarras explosivas ou baterias alucinantes, afinal, trata-se de um clássico CD de Folk.

A grande cartada, no entanto, é, sem dúvida, a sinceridade das composições. São angústias tão cristalinas que chegam a doer e como doem!

Em uma primeira audição você sentirá como se não tivesse escutado o álbum, mas em uma segunda o quebra-cabeça vai sendo montado. E você, então, passa a sentir novas percepções de mundo.

Damien acreditava que não chegaria muito longe. Esperava vender mil discos, mas para sua surpresa chegou à casa dos três milhões de cópias. Sucesso esse que parece não ter subido sua cabeça. Ele continua tão simples e humilde como antes. Avesso a fama, avesso ao sucesso, avesso a ele mesmo.



O [compre]
1. Delicate 2. Volcano 3. The Blower's Daughter 4. Cannonball 5. Older Chests 6. Amie 7. Cheers Darlin 8. Cold Water 9. I Remember 10. Eskimo 11. Prague 12. Silent Night


Lançado: Fevereiro, 2002
Origem: Dublin, Irlanda
Idioma: Inglês
Estilo: Folk
Tamanho: 93.25 MB


Pra quem gosta de: Cat Power, Laura Marling


The Blower's Daughter




01 outubro 2008


O SeuZé é outra banda potiguar competente. A banda cult de Natal. Agora com cinco anos de atividade, eles divulgam o seu primeiro EP depois do debut, Festival do Desconcerto, de 2005. A Comédia Humana pretende ser a primeira obra conceitual do grupo e Solidão o primeiro de seus quatro atos. Neste projeto o SeuZé deixa de lado o sertão e as variações rítmicas características de seu primeiro trabalho e passa a enfocar o seu lado mais universal e mpbístico.


Estão bem evidentes as influências de Chico Buarque na sonoridade de Ana Razão, alguma pitada de Radiohead em Ele & Ela e de Muse em Até. São três faixas que narram histórias de superficialidade e da dor e tristeza do fim de um relacionamento. As duas últimas, infelizmente, são enfraquecidas pela prolixidade instrumental que as levam a ter cinco, seis minutos. Há algo estranho no desenrolar delas. De qualquer forma, têm boas poesias, como de hábito. O curioso ocorre é que quando escuto a primeira faixa sempre espero ouvir uma versão de Geni e o Zepelim quando Lipe Tavares começa a cantar. Às vezes, Fado Tropical. Isso não chega a desmerecer o trabalho. Pelo contrário. Ana Razão acaba sendo a música mais universal e de fácil assimilação que o SeuZé já produziu. Não é difícil identificar-se com ela. É pop no melhor sentido do termo.



SeuZé – A Comédia Humana: Solidão
01. Ana Razão 02. Ele & Ela 03. Até

Lançado: Dezembro, 2007
Origem: Natal, Rio Grande do Norte, Brasil
Estilo: Rock alternativo / MPB
Rating:

Para quem gosta de: Zé Ramalho / Chico Buarque / Zeca Baleiro



 
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