28 novembro 2008

Alô você! Já postei uns dois textos aqui e agora é definitivo: entrei para o blog. Yeah! Tenho um gosto que vai desde o garage rock revival até o funk carioca. Por isso pretendo escrever de forma bem heterogênea sobre tudo e todos.

Como estréia decidi diversificar e falar sobre o hardcore do Aditive. Além de eles me remeterem a um passado de amizades fluidas me lembram, ainda, minha adolescência vagante. Eu costumava freqüentar com muito afinco os palcos alternativos da minha cidade. Bom, mas vamos ao que interessa.

Originais de Caraguatatuba é notório o crescimento rápido e sólido desse quarteto. Entre as bandas alternativas eles são os mais bem cotados e isso não é de hoje. Souberam investir em melodias fortes e uma sonoridade orgânica.

Para quem gosta de indie rock será um pouco complicado ouvi-los. Afinal, eles não estão preocupados em inovar ou parecerem cool. Eles são o que são. Goste ou não.

Crescer e aceitar e No fim nada é pra nós mesmo recheadas de clichês mostram que por mais que a banda seja formada por grandalhões existe um teor doce e existencialista nas composições. O que em muito me agrada.

Espero vê-los em Natal em breve.


Aditive - Reverso
Lançamento: 2004
Origem: Caraguatatuba, São Paulo
Idioma: Português
Estilo: Hardcore


Trama Virtual / Last.fm

24 novembro 2008

Em entrevista ao Lipster, Katie Sketch trouxe à tona as razões que levaram ao fim do The Organ em 2006. O desgaste com a turnê incessante do Grab That Gun e o relacionamento das integrantes entre si e com a gravadora se tornaram insustentáveis. Infelizmente, a situação precisou chegar extrapolar seu limite para que tomassem alguma atitude. O Organ parece não ter tido maturidade para escolher e, em seguida, suportar o ônus daquilo que espontaneamente se submeteu – seja a respeito do contrato com a gravadora, seja por não interromper a turnê quando deveria e então oxigenar suas vidas e suas relações pessoais. Duvido muito que elas tenham sido coagidas a assinar um contrato tirânico. Se assinaram, foi porque assim desejaram. Sabiam os custos de cada coisa. É por isso que, ao contrário de algumas pessoas, não demonizo a gravadora nem vitimizo a banda. Mas lamento, sim, o fim dela. Seria maravilhoso poder ter em mãos outro disco decente do Organ ou qualquer coisa da Sketch.

O material novo lançado pela gravadora no mês passado talvez tenha sido uma das minhas maiores expectativas e frustrações musicais em 2008. De fato, o ladrão da vez tem pouca coisa realmente inédita. Ele contém músicas que já foram tocadas em shows, faziam parte da demo do grupo e há a que até já foi single. Na verdade, Thieves tem uma face tão decrépita quanto a banda em seus últimos dias. Esse um disco mais sereno e soturno que qualquer outra gravação do Organ. Mas as letras toscas e a produção paupérrima já na primeira faixa me fizeram inclusive questionar na época se eu tinha conseguido o álbum certo. Even In The Night e Can You Tell Me One Thing não me parecem músicas dignas de uma gravação. Mas o EP tem também um outro lado. Oh What A Feeling e Fire In The Ocean são quase como uma continuação do debut da banda. Mas a melhor música do disco mesmo ficou em sua última faixa. Don’t Be Angry apontaria, quem sabe, para uma outra faceta do Organ: a folk. É a canção mais melancólica e a mais gostosa de se ouvir neste EP – voz da Sketch está mais linda que nunca. Talvez essa seja também a canção que melhor expresse a condição do grupo, ou melhor, ex-grupo hoje.

Não acho que esse seja um EP para uma nova audiência. Talvez ele até cause má impressão. Mas aos fãs, eu acredito que seja interessante mesmo que tenha apenas 3 ou 4 músicas razoáveis.

Que os sinos batam para o Organ.



Lançado: Outubro, 2008
Origem: Vancouver, British Columbia, Canadá
Idioma: English
Estilo: New wave revival


Para quem gosta de: The Smiths / The Cure / Joy Division

01. Even In The Night 02. Oh What A Feeling 03. Let The Bells Ring 04. Fire In The Ocean 05. Can You Tell Me One Thing 06. Don’t Be Angry

11 novembro 2008

Nada me satisfaz, o cenário indie anda sem novidades de bandas "grandes" e as bandas novas que estão saindo estão mostrando que existe uma certa "indústria" de bandas independentes criando bandas muito semelhantes umas as outras, como o The Pavement cita em Cut Your Hair.

"Lixo, lixo, sem graça, lixo", só tenho passado por esses adjetivos por essa semana. Agora, se não temos bandas novas diferentes e legais, vamos procurar lançamentos antigos. Duas coisas me chamaram a atenção, uma delas foi uma banda de eletro-rock, a qual não falarei aqui, o Midnight Juggernauts, e a outra foi uma banda da qual "sequei" o clipe que foi mostrado na MTV Brasil que é alvo do post de hoje, a banda Margot.

A banda Margot, assim como outras bilhões de bandas brasileiras, é desconhecida, semi-garajeira* com influências do The Strokes e sofre por ter nome parecido com outras bandas como, o que trás sofrimento para quem procura coisas ou informações sobre a banda, ou pretende baixar músicas na internet, obrigando alguns a roubarem músicas do MySpace. Obviamente é uma banda recente, que surgiu lá pelas bandas de 2007 (tanto tempo, né?) e no mesmo ano lançaram seu primeiro EP (o objeto do post) também obviamente intitulado Margot.

Margot é a banda de Rafael (voz e guitarra), Josh (guitarra), Murilo (baixo) e Barça (bateria), que atualmente estão em processo de gravação, segundo o MySpace deles... Espero que seja de um álbum completo, pois gostei deles!

O EP Margot é bonito e muito bem feito para uma independente e com o clipe da música Vem eles podem até conquistar um espacinho no cenário do rock brasileiro.



Lançado: 2007
Origem: São Paulo, SP, Brasil
Idioma: Português
Estilo: Indie Rock


Para quem gosta de: The Strokes / Los Hermanos (um pouco menos meloso)

01. Vem 02. Samba no Rio 03. 1 + 1 04. Homem Duplo

MySpace

09 novembro 2008



Trago a melhor banda de todos os tempos da última semana na Nova Zelândia: The Datsuns. Na verdade, essa não é lá uma banda muito nova. Ela tem pouco mais de uma década. O grupo se juntou quando seus integrantes ainda estavam na escola, em 1997, mas só passaram a gravar alguma coisa desde 2000. Nada que tenha me empolgado muito. Felizmente, o tempo fez bem à banda. O novo álbum, Headstunts, é o quarto na carreira dos Datsuns e o primeiro gravado com o novo baterista - Ben Cole, outro velho amigo de infância do grupo. O disco tem sido incessantemente ouvido por mim há algum tempo. Em poucas palavras: ele vem mais inspirado. Os Datsuns usam como influência tendências das mais variadas no mundo do rock. As sonoridades vão do punk ao psicodélico. Mas são o talento e a habilidade dos integrantes que fazem com que o que poderia soar clichê seja agradável e divertido de se ouvir. Headstunts é um álbum vibrante e melódico, com várias músicas que podem ficar na sua cabeça por bastante tempo e lhe façam querer cantar junto. Isso tudo sem perder peso.

The Dastsuns - Headstunts
01 Human Error 02. Hey! Paranoid People! (What’s In Your Head?) 03. Your Bones 04. Ready, Set, Go! 05. Yeah, Yeah, Just Another Mistake 06. Eye Of the Needle 07 So Long 08. Cruel Cruel Fate 09. Highschool Hoodlums 10. Cry Cry Baby 11. Pity Pity Please 12. Somebody Better


Lançado: Outubro, 2008
Origem: Cambridge, Nova Zelândia
Idioma: English
Estilo: Hard rock / Garage punk / Power pop
Para quem gosta de: Queens Of The Stone Age / The Hives / AC/DC


+ The Datsuns: Site oficialMySpaceLast.fm

08 novembro 2008


Finalmente achei o que eu procurava. Eu vivo caçando EP's, isso porque geralmente os EP's mostram um lado puro das bandas ainda sem corrupção das gravadoras, sem a forçassão de barra pra que as musicas sejam o mais pop possivel ou o mais vendiveis possivel.

How I Became The Bomb faz um som muito simpatico. No seu primeiro EP's lançado em maio de 2006 (Let's Go), há sete musicas todas muito boa, porém Robo, Secret Identity e Fat Girls Talkin' 'Bout Cardio são otimas. Recentemente, no dia 5 deste mês, eles lançaram três faixas que vem no Volume I: Who Dares Wins. Há ainda mais três outros volumes que serão lançados em primeiro de janeiro de 2009,15 de março, e 6 de junho. O volume I com as três faixas pode ser baixado no site oficial da banda. É amigos eles são concientes de que se ganha dinheiro com show e que o melhor modo de divulgar sua boa musica é na internet. A banda é formada por: Denis (guitarra), Adam (sintetizador), Rick (baixo), Jonburr (vocais), Big Spo (bateria).

How I Become The Bomb é sem duvida, na minha opinião uma das melhores bandas que eu já ouvi. Eles me lembram muita coisa, mas o melhor é que eles são muito bons. A formal Occasion, faixa do Volume I, é muito foda. Confira!!!



How I Became The Bomb - Let's Go!
01. Minute Romance 02. Killing Machine 03. Fat Girls Talkin1 'Bout Cardio 04. Secret Identity 05. Bar Song 06. Robo 07. Kneel Befor Zod


Lançamento: 2006
Origem: Nashville, EUA
Idioma: Inglês
Estilo: indie pop, indie, indie rock


How I Became The Bomb - Volume I: Who Dare Wins
01. Salvage Mission 02. A Formal Occasion 03. Tomorrow's Date


Lançamento: 2008


Pra quem gosta de: The featrues, De novo Dahl, paris Street, and the relatives

04 novembro 2008

Se eu vi 40% dos shows do Festival DoSol deste ano foi muito. Culpa de vários percalços acumulados. A maior parte deles, felizmente, particulares - não do Festival em si. Eu ainda não gosto dessa coisa entocada dos shows, dos palcos serem no Armazém Hall e no DoSol. É meio claustrofóbico e eu sou naturalmente uma pessoa exausta. Prefiro ambientes amplos e abertos como no MADA. Nada como facilitar a locomoção e circulação de ar. Por isso, o largo da rua Chile rules. Esse lance de ser matinê também me atrapalha. Mas o que mais irritou o pessoal do meu grupo foi a impossibilidade de sair e voltar ao local. Se houvessem pulseirinhas ou mesmo se a pessoa ficasse com um “pedaço” do ingresso seria bem mais interessante para nós. Bom, coisas de festival.

Partindo para os shows, o meu maior arrependimento/tristeza foi não ter visto o Black Drawing Chalks e o Plastique Noir em ação. Mas não dá para lamentar muito depois de um show do MQN. Os caras são phoda, meu amigo, simplesmente isso! Meus 20 reais já estariam mais que bem gastos se eu tivesse visto apenas o show de Fabrício & Cia! Eu pagaria até mais. Foi visceral! Um dos melhores shows de “rock de roqueiro” da minha vida! Destaque para a preocupação de certa pessoinha sobre a vida do vocalista depois deste levar um belo banho de cerveja, divagações da importância de Fabrício para o rock nacional e a beleza do baixista da banda. Depois desse show, pouca coisa me surpreendeu ou me empolgou tanto. Todas as outras apresentações [que eu vi] foram okay. The Donnas foi aquela coisa... Estava ali por curiosidade. 80% das músicas parecem a mesma. Eu acho cansativo, bobo, mas apesar disso estava ali com boa vontade - ainda tenhamos ficado boa parte do tempo rindo e comentando dos americanismos e vícios de linguagem da vocalista e da performance sexuada da baterista e suas caras e bocas. Um show todinho para ouvir Take It Off no final. Mas houve quem se descabelou e levou como troféu uma palheta. Uma compensação razoável por ter tirado foto com as pessoas erradas mais cedo. Aliás, MUITA GENTE tirou foto com duas gringas [possivelmente] intercambistas, que circulavam pelo local, achando que fossem duas Donnas. Essa foi a sobrada histórica do festival. Owned!

Foi massa de ver, também, o show do Expose You Hate. É muito bonitinho ver o pessoal com camisetas da banda e tanta euforia num show de um grupo local. Massa mesmo. Mas o segundo dia, das camisetas pretas, só teve isso de legal para mim. Aliás, teve Venus Volts, também. Gostei muito do que vi e ouvi. A nova formação deixou o rock da banda bem mais moderno e dançante. A mistura dos dois vocais deu uma outra cor às músicas e a presença de palco do grupo é instigante. Foi massa.

Perdi muita coisa que parecia bacana. Sandrinha talvez possa falar mais do DoSol que eu.




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01 novembro 2008



Começa hoje o Festival DoSol. E o ENM vai dar algumas informações para os roqueiros de última hora. Os portões que dão acesso ao festival na rua Chile vão ser abertos às 15:30 da tarde e o primeiro show começa às 16:00. Para quem não comprou o ingresso antecipado, ele vai ser vendido na hora ao preço de 15,00. A organização pede ao pessoal que não compre ingresso de cambista por causa da falsificação (algumas pessoas não puderam entrar no festival ano passado por causa disso). A estrutura de dois palcos em duas casas de shows separadas vai ser mantida. Um palco fica no Centro Cultural DoSol e outro no Armazém Hall. Ou seja, sebo nas canelas pra ver todas as bandas!

[Edição: sábado, 01 de novembro, 3h50.
Não podemos deixar de agradecer todos aqueles que apoiaram a série Festival DoSol 2008, em especial: nossos amigos Peninha e Alécio Macedo pela ajuda, Pedro Oller pela parceria, as bandas Gandhi e AK-47 pela atenção, e, claro, Anderson Foca pela divulgação do ENM no site do DoSol.

Notem que o casting do Festival consegue agradar gregos e troianos do universo do rock potiguar. Há pelo menos umas 6 bandas que vocês indie scenesters, ao contrário do que dizem, podem aproveitar. 6 shows por 20 reais é um negócio pra lá de vantajoso, eu que me interesso por pelo menos 13 deles nem se fala... Deixar de prestigiar o Festival é querer que as coisas não aconteçam por aqui.
]


Aqui segue a programação completa do festival:


Sábado - 01.11.2008

Rua Chile

16h00

Rock Rovers (RN)

16h30

Fewell (RN)

17h00

Lunares (RN)

17h30

Rosa De Pedra (RN)

18h00

Star 61 (PB)

18h30

Camarones Orquestra Guitarrística (RN)

19h00

Barbiekill (RN)

19h30

The Sinks (RN)

20h00

Macaco Bong (MT)

20h30

MQN (GO)

21h00

Amp (PE)

21h30

Forgotten Boys (SP)

22h00

Black Drawing Chalks (GO)

22h30

The Donnas (EUA)




Domingo - 02.11.2008
Rua Chile

16h00

Gandhi (RN)

16h30

Ak-47 (RN)

17h00

Plastique Noir (CE)

17h30

Brand New Hate (RN)

18h00

Distro (RN)

18h30

Calistoga (RN)

19h00

River Raid (PE)

19h30

Expose Your Hate (RN)

20h00

Venus Volts (SP)

20h30

Torture Squad (SP)

21h10

Catärro (RN)

21h40

Mukeka Di Rato (ES)

O Fewell é uma das melhores bandas potiguares presentes no festival. Yep, não gostei da maioria. O problema dela é esse vocalista. Se o cara tivesse uma voz mais grave, mais robusta, encorpada, a qualidade das músicas subiria e se daria mais crédito a elas. Eles mesmos também viram algum problema no vocal, afinal, Rodolfo [o baixista] tomou há pouco tempo o posto. Vamos ver se melhorou...


 01 Fire 02. Winner 03. Waterglass 04. The Professor

Fewell – Pilot
Lançado: 2008
Origem: Natal, Rio Grande do Norte, Brail
Idioma: English
Estilo: Post-hardcore
Para quem gosta de: At The Drive-In / Paramore / Foo Fighters



MySpace

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