18 junho 2011


Oi, sou novo por aqui. Na verdade já venho trabalhando com o pessoal do Fuga há algum tempo, mas só resolvi mostrar a cara agora. E só pra começar da maneira errada, vou postar sobre algo que eu não entendo muito, mas gostei e resolvi compartilhar. Trata-se da banda Fang Island. Uma banda formada em Nova York bizarramente feliz que eu conheci no Stereomood (inclusive, se você não conhece esse site, tem que conhecer!).

Fang Island teve seu primeiro álbum, homônimo, lançado em Fevereiro do ano passado (2010) e conta com três guitarristas que trabalham muito bem em uma sonoridade energética, experimental e absolutamente nada monótona. Junto com os três guitarristas, tocam um baterista e um baixista, e todos são encarregados do vocal e das palmas casuais que compõem as músicas. Boa pra quem gosta de um instrumental mais aprimorado. Mas, a depender do seu humor, essa vibração toda das guitarras combinada com o vocal cantarolado pode ser meio irritante às vezes.

A banda é tão recente que ainda não tem muito o que descobrir. Sabe-se que surgiu de um projeto artístico acadêmico nas baeses da Rhode Island School of Design  (daí o nome Fang Island) de onde também nasceu a banda Yeah Yeah Yeahs. Além disso eles denominam o som da banda como "everyone high-fiving everyone" (algo como "todos cumprimentando todos").

Classificar as músicas deles de uma maneira mais normal que isso me parece realmente difícil, vocês que são entendidos me ajudem: não é exaaatamente rock, embora tenha algumas músicas com uma pegada mais pesadinha, mas também não chega a ser post-rock, nem progressivo... Solução? Ah, coloca aí a tag "Indie Rock" e pronto.


Lançamento: 23 de Fevereiro de 2010
Origem: Nova York, USA
Estilo: Indie Rock / Rock Experimental / Instrumental






Confesso que quando eu ouço esse disco, imagino planícies européias cheias de trigo e dançarinas holandesas com suas trancinhas ruivas na cabeça, batendo à minha porta e oferecendo biscoitos. Não me pergunte o que tem a ver porque eu não sei (dorgas). Mas acho que vocês vão entender quando escutar.

Então eu deixo vocês com Daisy, a 4ª música de um álbum estupidificantemente empolgado, com uma observação: não tem tanta graça quanto ouvir o disco completo, pois é um daqueles em que uma música continua a outra.




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13 junho 2011


Os paraibanos do Dalva Suada propõem algo que vai além das fórmulas habituais do stoner rock. Se o EP 2010 aparece com uma sonoridade mais pesada e mais previsível, apesar das letras em português e do sotaque, o EP 2011, além de estender o tamanho das faixas para até nove minutos, leva bem a sério a confluência de estilos que seu release sugere:

Dalva Suada (...) visa trabalhar de forma progressiva o stoner rock. Com muito calor e sensualidade-safadeza-cinismo, captando e compondo, dessecando o jazz bass, consegue trabalhar as músicas de forma visceral com muita influência no heavy funk, stoner e hard rock.

Amarelo, com a energia de seu rock funkeado, causa um ótimo impacto como faixa de abertura. Em Cabritado, por um momento surge a sensação de se estar ouvindo alguma sobra perdida do disco de estreia de Chico Science & Nação Zumbi. Inseto Castanho aparece como uma espécie de baião stoner adornado pelos gemidos, berros e choros da guitarra. Boca Seca fecha o EP com uma sonoridade mais cosmopolita, puxada para Queens of the Stone Age ou Jimi Hendrix, e um pouco de psicodelia.

A banda é conhecida por fazer um show vigoroso. Sobre isso, ainda não sei, mas que faz um som extremamente competente, já deu para saber.





Lançamento: 13 de Junho de 2011
Origem: João Pessoa, Paraíba
Estilo: Stoner rock / Experimental / Progressivo
Para quem gosta de:
MQN / Nação Zumbi / Macaco Bong





 
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