Silva - Claridão (2012)


Nunca antes na história deste país um Silva foi tão original. Talvez quem mais se aproxima da sonoridade feita pelo artista, em terras tupiniquins, é a Mahmundi, mas ainda sim esta é mais leve, mais verão, não carrega uma densidade nos arranjos ou as letras românticas. Seu primeiro ep, intitulado SILVA (2011), com cinco músicas, de tão grandioso o colocou como promessa no cenário brasileiro e um contrato com a Som Livre.

E talvez seja isso que tenha incomodado um pouco - assinar com uma grande gravadora pois só eu posso conhecer bandas interessantes - ser compelido a reutilizar suas canções (vide). Não que elas tenham sofrido grandes alterações, A Visita continua uma balada e 12 de Maio ainda é minha favorita com toda sua algazarra. E Acidental, bem, por que ela continua lá mesmo?



O grande trunfo do Lúcio Silva são as músicas eletrônicas que, quando em português, tendem a soar artificiais, com um quê de disco da Wanessa Camargo, mas ele sabe misturar com naturalidade o synth e suas composições honestas. É assim com Moletom, os amores de Sidney Magal na batida do a-ha.

Num balanço, Claridão (2012) é definitivamente um acerto. Ainda que tente ser pop (leia-se comerciável) e por vezes acabe soando vazio, como em Mais Cedo. É na simplicidade de Ventania, são aqueles romances do cotidiano que enfeitam o álbum do Silva.

Claridão, Silva
Lançamento: 09 de outubro de 2012
Origem: Vitória, Espírito Santo
Estilo: nova mpb, indie, chillwave
Selo: Slap
Para quem gosta de: Céu, Lucas Santtana, Mahmundi, Tulipa Ruiz


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