30 abril 2012

Capa do designer Luciano Costa.

Mais um mês vai acabando e chega a hora de publicar mais uma mixtape Cena Independente. O projeto de iniciativa e organização do FUGA junta indicações de blogs e sites especializados em música alternativa daquilo que tem surgido de mais interessante na cena de seu estado. Além do FUGA, a coletânea também é publicada por todos os blogs parceiros. Sinta-se livre para compartilha-la. 

Como acontece todos os meses, um blog diferente fica responsável pela escolha de um designer da sua região para elaborar a arte da capa. Neste mês, o Defenestrando convidou o designer paranaense Luciano Costa. Mais trabalhos dele podem ser visto no Flickr

Responsável pela curadoria da produção do Rio Grande do Norte, o FUGA destaca nesta quarta edição uma faixa do primeiro trabalho solo do músico Luiz Gadelha.

RIO GRANDE DO NORTE: FUGA Underground
Luiz Gadelha – Não Tem Graça
pop

Luiz Gadelha é baixista e um dos principais compositores da banda mais querida do público natalense atualmente: o Talma&Gadelha. Apesar do sucesso recente, sua história na música potiguar já tem longos anos. Bastante eclético, o músico já esteve ligado desde projetos de MPB a drum ‘n’ bass. Em março passado, Luiz lançou Suculento, seu primeiro disco solo. O álbum é marcado por composições singelas e delicadas, que revelam sempre um compositor apaixonado. Falando de saudade, Não Tem Graça aparece como uma das faixas fortes do disco. 

Para quem gosta de: Ludov, Pato Fu, Penélope

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Confira a mixtape completa:



Clique para baixar a mixtape Cena Independente #4


Logo abaixo você pode saber um pouco de cada banda desta edição.

MINAS GERAIS: Meio Desligado
Leonardo Marques – Linha do trem
indie/folk/lo-fi

Uma nostalgia melódica marca o CD de estreia de Leonardo Marques, Dia e Noite no Mesmo Céu. Suas canções remetem a cenários bucólicos, românticos e solitários, alguns deles bucólicos, como nesta Linha do Trem. Membro do Transmissor, banda mineira em constante ascensão, e ex-guitarrista da Diesel (posteriormente Udora), banda pós-grunge de relativa fama, em seu trabalho solo Leonardo gravou todos os instrumentos (exceto bateria) em um esquema caseiro e intimista. 

Para quem gosta de: Elliot Smith, Clube da Esquina, Jon Brion

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SÃO PAULO: Move That Jukebox
Curumin – Selvage
pop/reggae/neo-MPB

O gingado e o andamento de Selvage lembram, de forma inusitada, Friday Night, de Lily Allen. Mas as semelhanças param por aí. A novidade do multi-instrumentista é cheia de brasilidades, dessas que percorrem o pop fácil e ritmos locais em segundos. A guitarra é quase regueira e libera acordes tímidos, enquanto a bateria eletrônica é a base ideal para a voz de Luciano Nakata passear pelos versos da música. Selvage é parte de Arrocha, novo disco do Curumin

Para quem gosta de: Céu, Criolo, Lucas Santtana

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PERNAMBUCO: AltNewspaper
Raoni Santos – Ruído Intencional
instrumental/experimental/eletrônico

Ruído Intencional é uma faixa que integra um projeto de experimentos assinado com o nome do músico Raoni Santos. São faixas onde são testadas as liberdades proporcionadas pela música instrumental. Nesta proposta, os elementos eletrônicos e de ambiência estão mais presentes, diferente do seu outro projeto, o Crooneres Decadentes, que tem composições com letras. No entanto, em ambos, o músico compõe, toca e realiza toda a produção das faixas. 

Para quem gosta de: Hurtmold, Toe, Constantina

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RIO DE JANEIRO: RockinPress
Tipo Uísque – Bend Your Knees
alternativo/funk

Nasceu assim, “um nome direto, tipo Uísque” e já anotam dois EPs: Afague e Home, ambos pelo selo SLAp (Som Livre Apresenta). A banda se apresentou no palco do Lollapalooza no dia do Foo Fighters – escolha que aconteceu talvez pelo som pesado e bem arranjado que o sexteto produz. Além de terem feito parte da novela Malhação e terem três ex-integrantes do programa Geléia do Rock, já ganharam os palcos de outros grandes festivais do país e abriram para várias bandas internacionais. 

Para quem gosta de: Red Hot Chilli Peppers, The Gossip, The Mars Volta

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PARAÍBA: Atividade FM
Glue Trip – Júlio
dub/chillwave/psicodélico

A concretização de um projeto musical veio para expandir a diversidade sonora da Paraíba. Formado pelos guitarristas Lucas Moura (Monstro) e Felipe Augusto, o projeto, que existe há três anos, lançou em abril sua primeira música do primeiro EP. Foi de impressionar que com o lançamento de apenas uma música a batida “viajosa” do duo agradaria a tantos ouvidos. 

Para quem gosta de: Peaking Lights, Clutch Hopkins, Omar Rodriguez Lopez

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MARANHÃO: Shock Review
Souvenir – Pixel
rock/lounge/eletrônico/drum’n’bass

Com a proposta de fazer com que o público tenha várias sensações e sentimentos que só a música pode proporcinar ao mesmo tempo, e em cada uma de suas músicas, a banda Souvenir, começa 2012 divulgando o single Pixel, que será o “carro-chefe” da banda para divulgação do seu trabalho. Rock, jazz, trip hop, rock britânico, lounge, eletro-folk, eletrônico e drum’n’bass são os elementos que compõem todo o trabalho e essência da Souvenir, fazendo com que não deixe nada a desejar para quaisquer outras bandas que seguem a mesma linha. 

Para quem gosta de: Radiohead, MGMT, Gorillaz 

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PARANÁ: Defenestrando
Quick White Fox – She Said
indie-rock/eletrônica/pista de dança

O Quick White Fox é um quarteto de Curitiba formado por, segundo as palavras da própria banda, “três japinhas e um baiano”. Já com alguma experiência nos palcos da cidade, a guitarrista Naomi Sakaguchi e a baterista Mel Toda formaram o QWF algum tempo após terem deixado o Subburbia, outra banda de destaque do cenário indie curitibano. Junto a elas estão a tecladista Debs Sakaguchi e o guitarrista Gean Santos. A banda estreou em 2011 com o EP Summer Trip e lançou, em março de 2012, o clipe/curta-metragem da música She Said, inédita. 

Para quem gosta de: Ting Tings, Little Boots, CSS 

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MATO GROSSO: Factoide!
Billy Brown e o incrível Magro de Bigodes – Só por Brincadeira
folk
Se hoje existe um nome para se acompanhar de perto em Cuiabá, com certeteza é o BBiMB. Duo de powerpop que já tem uma pequena legião de fãs na capital mato grossense graças a uma grande performance ao vivo. Só faltava um registro, e esse foi lançado na sexta feira treze de Abril: O EP Groove do Malandro tem três boas músicas, mas com certeza, Só por Brincadeira se destaca e é o hit da banda com sua levada explosiva e estética que remete à música sertaneja, vertente musical que toma conta do Brasil

Para quem gosta de: Dave Mathews Band, só que ao contrário (pela diferença de integrantes).

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PIAUÍ: Uptune
Validuaté – Eu Só Quero Acabar Com Você
rock/experimental

Com a proposta de experimentação rítmica sobre o rock e outros ritmos, a banda apresentou sua própria mistura de elementos da música brasileira e mundial. Combinações que juntam melodias de samba e batidas inspiradas em música pop inglesa dos ano 80, arranjos de vocais inspirados em sambas do século passado, levadas de drum’n’bass e riffs de surf music, ou melodias dançarinas sobre harmonias cíclicas e contagiantes, histórias fantásticas ou narrativas de amores eternos, estranhos ou mesmo de desamor. 

Para quem gosta de: Tom Zé, Los Hermanos, Zéu Britto 

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BAHIA: el Cabong
Meu Amigo Pedro – Quem Diria
rock/fok/pop

O nome da banda já dá uma dica, mas só para quem conhece a obra de Raul Seixas um pouco mais, já que é tirado de uma música não das mais populares de Rauzito. A inspiração é clara, e o som tem tudo a ver com o roqueiro baiano. Canções, - atenção -, canções, simples, leves, bem feitas, com foco nas melodias, por vezes até grudentas, embaladas com levadas rock, country, pop e folk quase sempre a base de violões, com vocais claros e bem definidos e letras bem sacadas, acima da média. A banda por trás sustenta tudo isso com guitarra, baixo e bateria, básicos, mas criativos. Ah! Ainda tem um sotaque baiano na medida. Acabam de lançar o EP Ali na frente, com seis faixas. 

Para quem gosta de: Raul Seixas, Nando Reis, Ben Harper

Mais da banda no Melody Box


ALAGOAS: Sirva-se
Imprensa Anônima – Por Trás do Céu
rock/pós-punk

A Imprensa Anônima já participa da cena local ha certo tempo, mas só agora os caras caíram em campo e ganharam força, o resultado disso tudo é a gravação do primeiro EP oficial do grupo. A banda agora se mostra mais madura e eficiente, com uma sonoridade própria e firmando cada vez mais sua identidade. O destaque vai para a música que dá nome ao material, Por Trás do Céu com uma pegada certeira e empolgante, abrindo o EP e mostrando a energia da banda. 

Para quem gosta de: Legião Urbana, The Jesus and Mary Chain, Plebe Rude

Mais da banda no TNB



ADVERTÊNCIA: Este material não deve ser comercializado. Ele foi produzido com fins estritamente promocionais.

29 abril 2012


Eu nutro uma simpatia por esses travestis do mundo da música. Esse povo que não tem medo de encarnar um alter ego para se libertar dos rótulos - i.e. Bowie e o Ziggy Stardust ou os Beatles e seu Sgt. Pepper's. Marina, que já foi comparada com cantoras como Lykke Li, vejam bem, assumiu seu lado bubblegum bitch com a Electra Heart e fazer um disco, indiscutivelmente, de eletrônica.

Ela já flertava bastante com a new wave em The Famliy Jewels (2010), vide as animadas Shampain e Oh No!, mas nada que pudesse arrebatar os corações de um fã de David Guetta. Electra Heart (2012) é um álbum bem construído para os padrões de rádio; ainda que com seus refrões repetitivos e uma composição recheada de clichês em Lies.



É um disco divertido, daqueles que a gente bate o pé e canta junto com Primadonna, Living Dead e Teen Idle. Marina and The Diamonds continua a fazer músicas com a temática sobre fama, como Starring Role e The State Of Dreaming. Assunto já tratado em Hollywood no álbum anterior só que, desta vez, com letras mais açucaradas.

Aliás, essa é a única crítica pertinente com Electra Heart (2012). Quem via a composição irônica de Girls ficou um pouco decepcionado - Girls they never befriend me / 'Cause I fall asleep when they speak / Of all the calories they eat. Mas de resto, convenhamos, em vista do dirty bit das rádios, Marina até que se sai bem como uma Skrillex de saias.


Electra Heart, Marina and The Diamonds
Lançamento: 27 de abril de 2012
Origem: Europa
Estilo: indie pop, electro, new wave
Selo: 679, Atlantic
Para quem gosta de: Little Boots, Ellie Goulding, Florrie

26 abril 2012









Jovens, talentosos, e extremamente hypados, os membros do Dry the River finalmente lançaram o seu disco de estreia, Shallow Bed, que já havia sido anunciado no Fuga Underground pela excelente resenha da Emilly Lacerda dos Eps No Rest e Weights & Measures. Eu bem que poderia tentar ser imparcial, mas é quase impossível, o som desses londrinos é definitivamente um love-at-first-listen. Após o lançamentos destes Eps e dos vídeos destes dois hinos da banda, criou-se uma grande expectativa acerca deste lançamento, e após uma média de trinta audições eu posso dizer com certeza: neste caso o hype foi vencido pela qualidade.





"Animal Science" e "New Ceremony" (sendo tocada exaustivamente na NME radio) abrem o Shallow Bed com uma sonoridade bem folk-indie norte americana, e é nesta última que se percebem nuances de algumas bandas que "revitalizaram" o estilo recentemente, tais como Fleet Foxes e Mumford & Sons. Nota-se facilmente que o vocal Peter Liddle possui um timbre muito parecido com o de Orlando Weeks, do The Maccabees, e que combina perfeitamente com essa proposta mais folk e com explosões sonoras em falsete. De "Shield Your Eyes" até "Demons" a intensidade das composições fica mais branda, dando lugar para canções quase acústicas, onde o violino aparece com mais força, mas é na parte final de Shallow Bed que mora todo o esplendor deste disco. Liddle entoa o refrão "I love you in the best way possible" a plenos pulmões na maravilhosa "No Rest", e você espera piamante que os modestos 3:08 minutos durem uma eternidade. "Weights & Measures" e "Lion's Den" figuram como duas obras primas da banda, inseridas estrategicamente no final do disco, e é nelas que podemos encontrar todos o sentimentos, emoções e sons memoráveis praticados durante todo o álbum. Se não bastasse, "Lion's Den" ainda reserva em seu final uma deliciosa canção escondida após um breve silêncio.  Dry the River é  mais uma injeção de qualidade na já prolífera cena britânica, e é uma resposta à altura à efervescente cena folk norte americana.

Dry The River - Shallow Bed
Lançamento: Março de 2012
Origem: Londres / Inglaterra
Estilo: Indie / Folk
Pra quem gosta de: The Maccabees, Mumford & Sons, Bon Iver, Fleet Foxes

25 abril 2012

NATAL - 27 DE MARÇO DE 2012


"Comprei pq sou agoniadaaa :)"

Eu havia acabado de desligar o telefone com Leila, deveria ser 15h00, quando instantaneamente recebi este SMS desaforado informando exatamente o que tínhamos combinado de fazer horas mais tarde, quando eu chegasse na minha casa e tivesse acesso à internet: comprar os ingressos para - até então - o único show de Paul McCartney em Recife, no dia 21 de abril no Estádio do Arruda.

"Então compre a minha também AGORA!! ¬¬"

O jeito foi adiantar a compra sem nem saber direito como ir/voltar. O que fez todo o sentido do mundo já que horas depois, os ingressos estariam esgotados. Faltava pouco menos de um mês para o show, e nós já estávamos oficialmente dentro do Estádio do Arruda.




RECIFE - 21 DE ABRIL DE 2012


Para não passar sufoco no gramado com mais ou menos umas ~sei lá~ 30 mil pessoas lhe empurrando [as demais estavam acomodadas nas arquibancadas e pista premium], chegamos no estádio às 14h00: fila pequena, sombra, tranquilidade e seres muito engraçados vestidos de diferentes versões de Paul McCartney. Claro - presença confirmada também - da galera da polêmica, com suas camisetas do tipo "I Love John Lennon".

Com a gente, mais uma companhia: Emilly [que inclusive escreve para o FUGA] Um dia antes, quando fomos pegar nossos ingressos no Chevrolet Hall ela resolveu ir para o show também e comprou o ingresso de alguém que havia desistido, negociando um desconto de 100 reais no ticket. C*GADA não, é a mulesta! - Em Helter Skelter não se ouvia outra voz no estádio se não a dela ;]

Era para a entrada acontecer às 17h30, no entanto, a passagem de som atrasou e enquanto ouvíamos beeeem de longe algumas músicas, imaginávamos que Paul estivesse tranquilo em seu hotel descansando. "e-u v-i ele há tipo d-o-i-s passos da gente. Saiu com os vidros a-b-e-r-t-o-s e acenando para todo mundooo", gritava uma paulista que estaria junto com a gente no meio do gramado algumas horas depois. Ou seja, Paul McCartney no auge de seus 69 ANOS PASSA O SOM como qualquer mortal. PONTO.

"This is Spartaaaaaaa!"

Resolveram portanto abrir os portões pouco mais de 18h00, e - claro -  não permitiram que entrássemos com água ou qualquer comida, tudo para ter que desembolsar 5 REAIS numa garrafinha de sei lá...50 ml que estavam vendendo lá dentro. Bebi água em casa 2 da manhã.

Enquanto o show não começava acho que pegaram alguém da produção, jogaram no palco, e disseram "toca alguma coisa meu filho pra não desanimar", e então um ~DJ~ começava sua odisseia de versões estranhíssimas de algumas músicas dos Beatles e outras que não consegui identificar. A única que se salvou foi Em Minha Vida, versão de Rita Lee - que considero tão boa quanto a original - para In My Life, dos garotos de Liverpool.

21h00:
Começa a ser exibido um vídeo nos telões revisando de forma muito peculiar a carreira de Paul McCartney. Tudo estava lá da forma mais "Pop Art" possível. Entre bottons e montagens com Gifs passavam fotos de sua história com os Beatles, Wings... carreira solo...




21h30

"ROOOOOL UUUUP!!! ROLL UP FOR THE MISTERY TOOOUR!"

C-O-M-E-Ç-O-U!


Foi justamente com esta música que Paul subiu ao MEGA palco no Estádio do Arruda em Recife com a pontualidade britânica que tanto se esperava. Ok atrasou uns 5 minutos, mas... Eu particularmente gosto muito dessa música então, o show já estava começando de forma épica.

A primeira vez que todo mundo saiu do chão - literalmente - foi quando Paul praticamente sussurrou no microfone três palavras "Close your eyes" e depois completou com a banda  "and I'll kiss you Tomorrow I'll miss you". Imagens do quarteto em preto e branco aparecendo nos telões e toda a sensação de "Beatlemania" de volta. Eu só me lembrei de Across The Universe: O filme [gosto de todas as versões desse musical]

Essa é para todos os meus "WINGS FÃS":

E lá foi ele começando a sensacional Nineteen Hundred and Eighty-Fiveda época pós-Beatles, quando Paul fez um ótimo trabalho ao lado de sua "nova banda", os Wings

Com as clássicas, as maiores homenagens. Em Hey Jude, por exemplo, boa parte do público levantou máscaras com o rosto de Paul McCartney em diferentes fases ~ eu mesmo recebi 3~ distribuídas na fila pela galera mais organizada. Passavam com bolos e mais bolos de máscaras.

"NA NA NA NA NA HEEEY JUDE" - plaquinhas com o "NA NA" também rolavam de rodo na plateia, principalmente lá na frente entre a galera da Pista Premium.

Algumas músicas antes:

"Esta é a primeira vez que toco esta música no Brasil", disse Paul antes de começar. "Quer ver, é My Valentine", arriscou Leila. Mas ao invés disso quem estava no Arruda também teve o privilégio de ouvir pela primeira vez no Brasil a simpática The Night BeforeMy Valentine, por sinal, seria tocada poucas músicas depois com direito a Natalie Portman e Johnny Depp no telão, assim como no clipe recém lançado, verdadeiramente especial.

Momento não tem como ser mais épico:
Ouvir ao vivo a explosão - literalmente - que é Live and Let Die!!

Enfim, foram vários momentos bacanas como a dancinha do baterista, Abe Laboriel Jrem Dance Tonight, a justa homenagem a George com Something... Não vou cansar vocês comentando praticamente música por música. Em algumas críticas li que parte da imprensa nacional considerou o público "desatento" e juro como não sei onde estes críticos estavam porque no mesmo show que eu, certamente não foi. Eu como não sou crítico, fico com a minha versão e com a de todos que estavam por perto: foi épico.

P.S.: "Ô POVO ARRETADO"

Paul tentou conversar em português, foram diversas tentativas. No domingo, até mesmo reconheceu que estava tocando na terra de LUIZ MODAFOCKER GONZAGA. Foi muito feliz a cada nova sacada que tirava de um papel colado na beira do palco. Nos surpreendeu até mesmo quando arriscou um "recifianos" e foi corrigido pela platéia. Entrou com a bandeira de Pernambuco, comentou sobre o calor, recebeu fãs no palco...

Uma coisa é certa: a vitalidade é a mesma dos tempos antigos com os companheiros, e a sensação de diversão no palco, durante 3 horas ficou nítida, seja em português ou em inglês. Valeu a pena para ele e para cada um de nós.


10 abril 2012



Perfume Genius é o projeto musical do americano Mike Hadreas, e este Put Your Back N 2 It é seu segundo long play, gerido praticamente durante a transição do músico de Nova Iorque para Washington. O que mais impressiona neste novo trabalho é a veracidade e coragem de Mike, que expõe ao longo das 12 canções do disco, letras autobiográficas e uma sonoridade minimalista, bastante intimista. Put Your Back N 2 It oscila momentos de extremo naturalismo e simplicidade musical com outros momentos explosivos (em sua proporção) e guiados basicamente por sequências singelas de piano. Mesmo nesse paradoxo sonoro Mike consegue produzir um álbum tão sincero e profundo, que nem mesmo o excesso de lirismo (que muitas vezes acaba com um trabalho) incomoda em Put Your Back N 2 It.




O primeiro segundo do disco mostra um suspiro profundo do cantor, o que já antecipa ao ouvinte todo esse sentimento sofrível, mas sincero, que exala das músicas. "Normal Song" lembra aquelas cançõezinhas de caixinhas musicais, daquelas que se davam corda para funcionar, engana-se porém, quem achar que as composições são descompromissadas, é exatamente nesta premissa que músico constrói canção a canção um dos discos mais concisos e líricos deste ano. Há o clamor de "No Tear", que poderia muito bem ser uma música do Antony and the Johnsons, e a pérola oitentista "Take Me Home", que em contrapartida não deve nada a uma composição dos tempos áureos do Phil Collins. Percebe-se também aqui influências claras como The Antlers, Jeck Buckley...e mesmo tendo todos esses nomes como base, Perfume Genius acaba soando um trabalho único, introspectivo, lírico, e acima de tudo, bastante corajoso.

Perfume Genius - Put Your Back N 2 It
Lançamento: Fevereiro de 2012
Origem: EUA
Estilo: Ambient / Lo-fi
Pra quem gosta de: The Antlers, The Innocence Mission, Antony and the Johnsons
 
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